Com doença pulmonar crônica, Pedro Paulo Rangel cancela peça para cuidar da saúde

Diagnositicado há duas décadas com DPOC, doença pulmonar obstrutiva crônica, Pedro Paulo Rangel, de 74 anos, cancelou a temporada da peça "O ator e o lobo", que estava em cartaz em Ipanema, na Zona Sul do Rio, para tratar da saúde.

"Informamos que a temporada na Casa de Cultura Laura Alvim está cancelada por motivos de saúde do ator Pedro Paulo Rangel. Ele está bem, porém impossibilitado de atividades fisicas para a sua plena recuperação. Quem adquiriu ingressos entre em contato com o site para o estorno. Esperamos retornar em breve", diz o comunicado divulgado nesta sexta-feira, 4.

Em entrevista ao EXTRA no mês passado, o ator contou que a doença nunca havia o impedido de trabalhar.

"Só parei durante a pandemia, como a maioria das pessoas. Estou bem, disposto. Nunca fiquei inválido, absolutamente. Podem me mandar convites, que eu aceito, conforme for — avisa ele, só decidido a evitar as novelas: — Já houve um tempo em que eu fazia teatro e novela ao mesmo tempo. Cheguei ao ponto de apresentar uma peça em Portugal e voltar correndo pra gravar cenas no Rio. Agora não quero mais. Prefiro obras menores, porque novela são dez meses de batalha. E eu não sou mais um menino, né?", disse.

O ator contou que a DPOC veio à tona depois de anos do vício em cigarro:

"Parei de fumar em 1988, no século passado. Adotei uma vida saudável, aprendi a nadar, andava na praia... E em 2002 soube que estava doente. Eu não senti a doença, eu a descobri. É traiçoeira. Quando aparece, não tem mais chance. Mas eu consigo levar a vida muito bem, desde que esteja medicado. Faço fisioterapia, atividades físicas com um personal... Se tem algo de que eu me arrependa profundamente é de ter começado a fumar. Se vejo um fumante, digo: 'Não faça isso, espelhe-se no meu caso'".

Por viver sozinho em seu apartamento em Copacabana, ele contratou um sistema para possíveis emergências:

"Se eu sentir alguma coisa, aperto um botão e logo chega o socorro. A solitude é linda de viver, já a solidão é difícil, às vezes. Mas eu tenho muitos amigos, estou sempre com eles. Apesar de ser um monólogo, tem muita gente envolvida em “O ator e o lobo”, eu nunca me sinto só".