Com duas crianças mortas a cada dia pela polícia, familiares se mobilizam em busca de Justiça

Guilherme Caetano
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SÃO PAULO - Milhares de mães pelo Brasil que tiveram seus filhos assassinados pelo Estado brasileiro fizeram da luta por Justiça o tema de suas vidas. Entre 2017 e 2019, policiais mataram ao menos 2.215 crianças e adolescentes no país, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

As mortes de Emilly e Rebecca, de 4 e 7 anos, baleadas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ainda repercutiam quando Deise Carvalho defendeu, no dia 10 de dezembro do ano passado, sua monografia no curso de Direito. O tema: crianças e adolescentes vítimas da polícia — a mesma que tirou dela o filho Andrew, então com 17 anos, em 2008.

Deise Carvalho é fundadora do Núcleo de Mães Vítimas de Violência, que visa dar suporte emocional a outras famílias e mantê-las unidas na longa jornada por responsabilização dos algozes de seus filhos. Por todo o Brasil, várias dessas redes se espalham.

As primas Emilly e Rebecca Santos brincavam na porta de casa quando foram baleadas. A Polícia Civil apreendeu fuzis e pistolas de equipe da PM que estava no local, mas a corporação nega o disparo.