Com especulação de ‘apuração paralela’, reunião entre Moraes e Defesa é cancelada

Alexandre de Moraes, presidente do TSE, se encontraria com Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa, mas encontro foi cancelado (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)
Alexandre de Moraes, presidente do TSE, se encontraria com Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa, mas encontro foi cancelado (Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images)

Nesta terça-feira (13), estava prevista uma reunião entre Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa. O encontro, no entanto, foi cancelado na última segunda (12). A informação foi revelada pela CNN Brasil.

O cancelamento aconteceu no mesmo dia em que houve uma especulação de que as Forças Armadas fariam uma “apuração paralela” nas eleições de outubro. O TSE divulgou uma nota negando que tenha autorizado militares a estarem nas seções eleitorais e lembrou que os resultados dos boletins de urna podem ser acessar pela internet.

Segundo a CNN, o encontro entre Moraes e Paulo Sérgio teria como tema a proposta dos militares de fazer o teste de integridade em urnas eletrônicas com biometria dos eleitores.

Os dois já se encontraram em 31 de agosto, quando acertaram a possibilidade as áreas técnicas do TSE e do Exército apresentaram um projeto-piloto conjunto para atender pedidos dos militares sobre as eleições.

De acordo com a emissora, o Ministério da Defesa esperava uma confirmação do TSE na segunda-feira, mas a informação de que as Forças Armadas planejavam fazer uma “apuração paralela” teria gerado um mal-estar no tribunal.

Além da nota do Tribunal Superior Eleitoral, o Ministério da Defesa também divulgou um comunicado para negar que tenham pedido permissão para estar nas seções eleitorais.

Nota do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral negou que o Exército fará uma contagem paralela dos votos nas eleições de 2022. A informação havia sido divulgada pela Folha de S. Paulo e, segundo o jornal, o procedimento seria por amostragem de boletins de urna em 385 seções eleitorais pelo Brasil.

Em nota à imprensa, o TSE declarou que não foi firmado nenhum acordo para autorizar que militares das Forças Armadas estejam nas seções eleitorais.

“Não houve nenhuma alteração do que definido no primeiro semestre, nem qualquer acordo com as Forças Armadas ou entidades fiscalizadoras para permitir acesso diferenciado em tempo real aos dados enviados para a totalização do pleito eleitoral pelos TREs, cuja realização é competência constitucional da Justiça Eleitoral”, disse a entidade.