Com falhas da arbitragem, Vasco é derrotado pelo Internacional e vê o Bahia abrir um ponto de vantagem

Bruno Marinho
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O Vasco experimentou neste domingo o gosto amargo de mais uma derrota, a 17ª no Campeonato Brasileiro. Mas, ainda que tenha o mesmo peso de todas as outras que colocam o time na zona de rebaixamento, a deste jogo contra o Internacional tem um sabor diferente, mais difícil de engolir que os outros. O primeiro gol colorado, marcado por Dourado, saiu de um lance em posição duvidosa que o VAR não conseguiu checar. Com a linha descalibrada no momento do lance, valeu a decisão de campo, que foi a de validar a jogada. No fim, deu Internacional por 2 a 0.

Os protestos vascaínos foram muitos durante a partida, por causa do episódio, e poderão se prolongar por mais algum tempo. O que não muda a realidade: a duas rodadas do fim da competição, o time segue entre os quatro últimos e viu o Bahia, primeiro acima da zona, abrir um ponto de vantagem.

A dificuldade para escapar do quarto rebaixamento só aumenta e, apesar da frustração compreensível que jogadores, dirigentes e torcedores sentem depois da falha do VAR, o Vasco precisa olhar para frente: faltam os jogos contra Corinthians e Goiás, seis pontos em jogo para seguir na elite.

Até porque, por vias tortas, por uma lógica distorcida do que é justiça, o Vasco teve a forra de uma arbitragem abaixo da crítica. No segundo tempo, Germán Cano cavou pênalti que o árbitro Flávio Rodrigues de Souza comprou sem pestanejar. Em seguida, o VAR o chamou para conferir a imagem. A marcação foi mantida, mas o artilheiro chutou para fora a chance do empate.

Fora a chance clara que o argentino desperdiçou, o Vasco foi mal, mais uma vez. Até o Internacional abrir o placar no lance polêmico, pressionava o Cruz-maltino dentro de São Januário. Em seguida, optou por recuar as linhas e jogar no contra-ataque. Mesmo tendo o campo e a bola, o Vasco fez muito pouco para diminuir o prejuízo.

Para completar, nos acréscimos do jogo em São Januário, Thiago Galhardo marcou o segundo do Internacional. O que não deixa de ser irônico: o jogador que deixou o Vasco pela porta dos fundos não perdeu a chance de deixar sua marca em São Januário.

Agora, o Vasco começa o plano de 15 dias para evitar o pior: fim das folgas, concentrações alternadas, viagem antecipada para o jogo contra o Corinthians. Na bola, de forma racional, nada sinaliza que o Vasco terá forças para pontuar nas duas partidas que faltam. Mas o aleatório, a sorte, o destino, a falta de calibragem do VAR, podem operar nesta reta final de Brasileiro. E quem sabe o time seguir na Primeira Divisão.