Com hospitais cheios no DF, corpos de vítimas da Covid-19 são deixados no chão e em corredores

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À beira do colapso, o sistema de saúde do Distrito Federal apresenta problemas no manuseio de cadáveres. Imagens feitas por servidores em hospitais públicos da capital federal mostram corpos de vítimas do novo coronavírus armazenados no chão e, em outros casos, à espera de remoção nos corredores da unidade de saúde.

Corpos de pacientes com Covid-19 precisam ser ensacados e enterrados em caixão lacrado, para evitar a contaminação. Protocolos da Secretaria de Saúde exigem o uso de equipamentos de proteção individual (EPI).

Nesta segunda-feira, 400 pessoas aguardavam por um leito de unidade de terapia intensiva (UTI). No dia 9 de março, o governo do DF decretou estado de calamidade pública na saúde, devido ao avanço de casos e óbitos.

No sábado, no Hospital Regional do Guará (HRGu), corpos de pacientes que morreram devido à Covid-19 ficaram no chão do necrotério, por falta de espaço, segundo denúncia recebida pela reportagem.

As vítimas, entre elas dois idosos, eram casos confirmados ou suspeitos da Covid-19. A Secretaria de Saúde, no entanto, disse que o Hospital Regional do Guará "segue o preconizado no protocolo específico de preparo e armazenamento dos corpos vítimas de Covid-19".

De acordo com a pasta, a unidade de saúde tem comportado a demanda, já que tem baixo índice de mortalidade. A secretaria informou que os corpos que aparecem nas imagens não estavam no chão, mas sim sobre "um tablado de madeira", enquanto aguardavam transição para o serviço funerário.

No domingo, o DF confirmou mais 27 mortes e 1.080 novos casos de Covid-19. Com os novos registros, o total de óbitos chegou a 5.382, e os infectados passaram para 328.902.