Com hospitais pressionados por Covid-19, Portugal prorroga lockdown

Catarina Demony e Sergio Goncalves
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Ambulância chega a hospital em Porto, Portugal

Por Catarina Demony e Sergio Goncalves

LISBOA (Reuters) - Portugal prorrogou nesta quinta-feira um lockdown no país até pelo menos 1º de março para combater seu pior surto de infecções por Covid-19 desde o início da pandemia, mas o primeiro-ministro António Costa advertiu que as regras rígidas devem permanecer por mais tempo.

"A situação ainda é extremamente grave e exige que essas medidas sejam estendidas não apenas até o final de fevereiro, mas provavelmente até o final de março", disse Costa em entrevista coletiva. "Não é hora de discutir o fim do lockdown."

De acordo com a legislação portuguesa, o chamado estado de emergência está limitado a 15 dias, mas pode ser prorrogado indefinidamente.

O país de pouco mais de 10 milhões de habitantes se saiu melhor do que outras nações da Europa na primeira onda da pandemia, mas 2021 trouxe um aumento devastador de infecções e mortes, em parte atribuído à rápida disseminação da variante britânica do vírus e à flexibilização das regras para o Natal.

Quase 14.900 pessoas morreram de Covid-19, com o total de casos chegando a 778.369.

Embora o número de infecções e mortes diárias tenha diminuído este mês, o sistema de saúde tem dificuldades para tratar os cerca de 6.400 pacientes com Covid-19 em hospitais e terapia intensiva.

“A verdade é que a capacidade hospitalar do país continua sendo posta à prova... por isso não há alternativa senão reduzir os casos”, escreveu o presidente Marcelo Rebelo de Sousa em seu site oficial antes de o Parlamento aprovar a sua proposta de prorrogação do lockdown por mais duas semanas.