Com Isla no olho do furacão, Flamengo joga primeira decisão com público na Libertadores sob pressão

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O primeiro jogo da semifinal contra o Barcelona (EQU) será o primeiro do Flamengo com torcida na Libertadores deste ano. E chega em um momento de mais depressão do que de euforia, em função do mau desempenho na derrota para o Grêmio. Bastou o Flamengo interromper a sequência de grandes resultados e exibições para mais um jogador ser alvo da ira de alguns torcedores. Em má fase, o lateral-direito Isla entrou para o grupo dos atletas do clube vítimas de ataques em redes sociais, ficou abalado, desabafou, e cogitou-se preservá-lo, dando lugar a Matheuzinho.

Entretanto, o chileno, 32 anos, ganhou o apoio do clube e do técnico Renato Gaúcho após sofrer críticas pedindo para que fosse embora, e segue no time. As mensagens chegaram até a familiares nas redes sociais, e deixaram o jogador revoltado. Tanto que ele apagou fotos com a camisa do Flamengo. A diretoria agiiu no intuito de tranquilizar o lateral, inclusive dizendo o interesse em Daniel Alves, livre no mercado, não implica em sua saída. Líderes do elenco, como Diego Alves e Diego Ribas, também apoiaram Isla depois de o jogador fazer uma postagem em tom de desabafo já com a camisa do clube.

- Não tem sido fácil desde criança, mas uma coisa que nunca fiz foi desistir dos meus sonhos... Esta é a minha luta constante, que tem me mantido dando mais a cada dia, nunca me canso de lutar porque isso te levará ao triunfo - afirmou Isla no Instagram.

O jogador não estava acostumado com o tratamento, apesar da vivência na Europa. Agora, terá que lidar também com a torcida do Flamengo no estádio. Isla esteve perto de deixar o clube após o Flamengo receber proposta do Villareal e negar, no mês passado. Com a janela de transferências fechada, a possibilidade nesse momento é descartada.

Em campo, Isla caiu de produção entre convocações e a sequência de jogos nas três frentes de disputa do Flamengo. O jovem Matheuzinho já recebeu algumas oportunidades com Renato Gaúcho, e torcedores nas redes pedem sua titularidade. O Flamengo vê a disputa em aberto, mas acredita estar bem servido na posição.

O setor, por mais de uma temporada, foi alvo de reclamações da torcida. Desde 2016 Pará e Rodinei alternavam a titularidade e nenhum deles agradava aos rubro-negros. Quando Rafinha foi contratado, o primeiro foi para o Santos e o segundo para o Internacional. O drama na lateral, inclusive na Libertadores, foi superado.

Quando Rafinha deixou o clube rumo à Grécia, Isla foi logo contratado, e deu conta do recado em 2020. Mas não é novidade no Flamengo o abalo de jogadores que depois de chegarem não correspondem às expectativas.

Em 2018, Arão e Rodinei, hoje no elenco, foram dois dos perseguidos por suas atuações. O volante chegou a ter proposta para jogar na Grécia, mas o Flamengo não liberou o jogador. No caso do lateral, houve empréstimo ao Inter apenas no fim de 2019.

No ano passado, foi a fez de Vitinho ser alvo do ódio de parte da torcida nas redes. O atacante chegou a fazer uma postagem em tom de desabafo, mas na atual temporada se afastou da internet após consultas com terapeuta.

A mesma situação foi vivia com Michael, que teve depressão depois de chegar ao Flamengo. Em 2020, o jogador não conseguiu ter sequência, era criticado quando entrava no time, e revelou que precisou de ajuda psiquiátrica. E contou com a colaboração dos jogadores experientes do elenco e da diretoria do Flamengo para dar a volta por cima.

Este ano, o capitão Diego passou por críticas pesadas em meio a boa fase do time, e houve pedido para que deixasse de ser titular depois da contratação de Andreas Pereira. A hashtag "ForaDiego" tomou as redes. Poucos dias depois, o jogador teve um edema na panturrilha e desfalcou o time nas últimas partidas.

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