Com Joice e Major Olímpio, ala do PSL oficializa pedido de expulsão de Eduardo Bolsonaro

FILE - In this Aug. 14, 2019 file photo, Eduardo Bolsonaro, a Brazilian lawmaker and the son of President Jair Bolosonaro, smiles during a Foreign Relations Committee ceremony, in Brasilia, Brazil. Eduardo Bolsonaro has assumed leadership of their political party, the Social Liberal Party, in Congress’ lower house, an update of the chamber’s website showed Monday, Oct. 21, 2019.  (AP Photo/Eraldo Peres, File)
O grupo alinhado a Bivar acusa Eduardo de abuso de poder, ao 'colocar seus interesses pessoais à frente dos interesses do partido'. (Foto: AP Photo/Eraldo Peres, File)

A ala do PSL ligada ao presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE), oficializou nesta quarta-feira (23) à Executiva Nacional um pedido de expulsão de Eduardo Bolsonaro (SP), recém-nomeado líder da legenda na Câmara. A representação é assinada pelo líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), e pelos deputados da bancada paulista do partido Abou Anni, Coronel Tadeu, Joice Hasselmann e Júnior Bozzella.

No documento, ao qual a reportagem teve acesso, os aliados de Bivar também pedem que, de imediato, seja destituída a Direção Estadual do partido em São Paulo, hoje sob o comando de Eduardo.

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A ofensiva contra o deputado, que é filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ocorre no momento em que a disputa interna no PSL ultrapassa a esfera partidária, e as duas alas partem para uma ofensiva na Justiça. O pano de fundo é a tentativa de controle da legenda e de seu fundo partidário -que no fim de 2019 pode chegar a R$ 110 milhões.

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De acordo com o trâmite do processo, o filho de Bolsonaro tem o prazo de cinco dias para apresentar sua defesa, "sob pena de confissão e revelia, considerando-se verdadeiros os fatos".

O documento indica que a disputa de poder com a família Bolsonaro ocorre há mais de um ano. O grupo alinhado a Bivar acusa Eduardo de abuso de poder, ao "colocar seus interesses pessoais à frente dos interesses do partido".

Segundo os congressistas, o deputado tem atuado de forma antidemocrática à frente da sigla em São Paulo, para "desmontar o partido no estado". Eles dizem que Eduardo derrubou de "maneira ilegal" mais de 200 diretórios definitivos e comissões executivas municipais em todo o território paulista.

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O documento elenca uma série de casos que aconteceram desde o ano passado em diversas cidades paulistas e que já foram levados oficialmente à Direção Nacional do PSL, como Avaré, São José do Rio Preto e Araraquara.

As reclamações, segundo a petição, partiram de filiados que estão no PSL antes da chegada do "clã Bolsonaro" e "que defendem há tempos os ideais do partido".

"O representado Eduardo Bolsonaro já deu diversas declarações públicas à imprensa de que está montando o partido com o seu grupo", diz a representação.

"Os princípios partidários têm muito maior importância do que quaisquer das demais normas previstas no estatuto do PSL. Dentre esses princípios estão: a unidade partidária, a proteção da imagem do partido e o respeito que deve existir entre seus membros."

da FolhaPress

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