Com livro de ação pronto e longa prestes a chegar ao streaming, escritor do Recreio questiona o maniqueísmo em seus trabalhos

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RIO — Apaixonado por livros desde os 8 anos, quando devorou “Tieta do agreste”, de Jorge Amado, o escritor e roteirista Thiago Vilard, hoje com 39 e morador no Recreio, tem três livros publicados e um roteiro que virou filme. A tendência é que a lista aumente em 2022, ano que promete ser bastante produtivo para o autor.

Sua quarta obra de ficção, “O carcereiro das almas benditas”, sobre uma agente literária de 53 anos que se envolve com um jovem que conhece no metrô do Jardim Oceânico, aguarda apenas o prefácio da psicóloga Eda Fagundes para ser publicado. Enquanto isso, Vilard produz a quinta, sobre um casal às voltas com fatos sobrenaturais.

— Costumo tratar das dualidades dos seres humanos, como ética e antiética, lícito e ilícito, certo e errado, para mostrar que ninguém é totalmente mocinho nem vilão. Também gosto de incluir questões sociais, como desigualdade — diz Vilard.

Está prevista para o final do ano a estreia do longa “A nova onda apocalipse”, do qual é roteirista, sobre um grupo de jovens em busca de um portal para escapar de um universo apocalíptico. A continuação da produção, também roteirizada por ele, começa a ser gravada no dia 15.

No ano passado, Vilard publicou o livro “Do outro lado da fronteira”, que tem como pano de fundo uma disputa por herança, e viu seu primeiro roteiro chegar às telas, como “100 anos de perdão”, longa de ação que deve chegar ao streaming neste semestre. Ele tem ainda um roteiro pronto sobre Adele Fátima. Seus primeiros livros publicados, em 2011, foram “O falso profeta” e “Por dinheiro, pela vida”.

— Comecei como Machado de Assis, que não tinha nenhuma formação, era de origem humilde e, a partir da observação, foi escrevendo. Sou de Realengo, oriundo de escolas públicas e filho de funcionários públicos. Muitas vezes, minha mãe precisou me levar para o trabalho. Além das enciclopédias, esse percurso, feito de ônibus, da Zona Oeste ao Centro foi fundamental para minha formação como escritor, porque, ao me apresentar a um mundo novo, instigou minha criatividade — conta Vilard, que fez até o 7º período de Direito.

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