Com Luis Enrique, Espanha retoma receita de sucesso e aposta na base do Barcelona enquanto Real perde espaço

A chegada de Luis Enrique ao comando da seleção da Espanha representa também uma espécie de retorno à receita que rendeu o único título da Fúria até agora: a aposta em jogadores do Barcelona. Em sua carreira como jogador, Luis Enrique vestiu as camisas tanto de Real Madrid como do Barcelona, mas sua formação e sucesso como treinador foram na Catalunha, onde foi campeão da Champions League em 2015.

Não por acaso, na convocação deste ano, 30% da seleção veste a camisa do Barcelona: são oito jogadores dos 26 convocados. Essa é a mesma proporção da Copa de 2010, ano do título da Espanha. Em 2014, a Seleção repetiu a mesma proposta, mas não teve o mesmo sucesso, sendo eliminada na fase de grupos na Copa realizada no Brasil.

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O trauma levou a uma mudança no rumo do futebol do país e, em 2018, o Real Madrid teve a maioria dos convocados do país, seis. Há quatro anos, o Barcelona enviou apenas quatro jogadores para a Copa do Mundo.

No time titular contra a Costa Rica, são cinco jogadores do Barcelona: os experientes Jordi Alba e Sergio Busquets (este o capitão da equipe) e as jovens revelações Pedri, Gavi e Facun Torres. Por outro lado, o Real Madrid teve apenas dois convocados: Marco Asensio, que joga no time titular, e Carvajal.

Curiosamente, no time titular há dois jogadores do Manchester City: Rodri e Laporte. O time inglês é treinado por Pep Guardiola, também ídolo do Barcelona e que coloca em campo o mesmo estilo de jogo que fez a Espanha famosa, o "tiki-taka".