'Com Lula, clubes de tiro irão virar bibliotecas', diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) aposta na defesa das armas como estratégia eleitoral. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) aposta na defesa das armas como estratégia eleitoral. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Declaração foi feita em transmissão ao vivo nas redes sociais

  • Presidente criticou Lula enquanto comemorava o aumento no número de lojas de armas

  • Bolsonaro falou a emissora americana que quer aprovar leis como as dos EUA

Em transmissão ao vivo em suas redes sociais nesta quinta-feira (30), Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transformaria “clubes de tiro em bibliotecas” caso fosse eleito. O presidente comemorava o aumento do número de lojas de armas em sua gestão.

Bolsonaro alega que o número de lojas de armas aumentou 70% desde 2019. Em seguida, aproveitou para acusar o adversário.

“Não se esqueçam que o outro cara, o de nove dedos, falou que vai acabar com a questão do armamento no Brasil, tá? Vai recolher as armas, clube de tiro vai virar... vai virar biblioteca. Como se ele fosse algum exemplo para isso”, supôs.

Uma pesquisa PoderData revelou, em maio deste ano, que 55% dos brasileiros não querem ter uma arma de fogo em casa. A pesquisa também mostrou que a maioria da população brasileira é contra o governo facilitar a compra de armas de fogo (62%) e não acredita que armas tragam mais segurança (72%).

Ainda assim, a campanha do presidente à reeleição segue defendendo pautas armamentistas. Também nesta quinta-feira, Bolsonaro afirmou, em entrevista à rede Fox News dos Estados Unidos, que pretende “aprovar leis sobre armas de fogo nos mesmos moldes” norte-americanos, uma das mais frouxas do mundo.

“Se reeleito, se tudo correr bem, teremos um apoio substancial no Congresso. Seremos capazes de aprovar leis sobre armas de fogo nos mesmos moldes do que nos EUA”, disse.

Recentemente, após os atentados com a arma nas cidades de Uvalde e Buffalo, o presidente Joe Biden sancionou uma nova lei sobre armamentos. Os ataques deixaram mais de 30 mortos, entre eles 19 crianças.

A nova lei, que é a primeira grande reforma legislativa para limitar o acesso a armas em 30 anos, busca ajudar estados a manterem pessoas consideradas perigosas para si mesmos ou para outros sem acesso a armas.

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