Com mais de 18 mil mortes, Bolsonaro reclama de 'propaganda muito forte' sobre coronavírus

Daniel Gullino e Gustavo Maia
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Bolsonaro pressionava por uso amplo de cloroquina mesmo sem evidências científicas sólidas
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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que houve uma "propaganda muito forte em cima" do novo coronavírus, que teria levado um "pavor para o seio da família brasileira". De acordo com o Ministério da Saúde, 18.859 pessoas já morreram por causa da doença. Bolsonaro admitiu a "gravidade" da Covid-19 apenas para idosos e pessoas que já tenham outras doenças, ignorando dados que mostram que essas não são as únicas faixas afetadas pela doença.

— O governo federal faz o que é possível para entender o nosso povo na situação que vive com a questão do coronavírus. Se bem que, no meu entender, houve uma propaganda muito forte em cima disso, trouxe o pavor para o seio da família brasileira, e obviamente nós sabemos da gravidade das pessoas idosas e daqueles que têm algumas doenças, uma vez sendo acometido pelo vírus — disse Bolsonaro, durante videoconferência com lideranças católicas.

Bolsonaro citou medidas na área econômica que já foram tomadas durante a crise do coronavírus, como o projeto de socorro a estados e municípios, que deve ser sancionado nos próximos dias, e um auxílio para Santas Casas.

— Devemos sancionar hoje ou amanhã esse projeto, destinando mais um socorro de R$ 60 bilhões para prefeituras e estados. Também outro valor semelhante a isso para aqueles entes do Executivo que por ventura tinham dívidas. Essa dívida está congelada até o final do ano. Nesse montante de hoje, também R$ 2 bilhões para as Santas Casas e também, há dois trê meses, a Caixa Econômica anunciou para Santas Casas uma redução dos juros, de 20% para aproximadamente 10%.