Com mais de 90% de idosos vacinados, acesso a equipamentos da 3ª Idade só será permitido com caderneta de vacinação

Lucas Altino
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RIO — Com o fim do calendário de vacinação contra Covid-19 exclusivo para idosos, a prefeitura elabora estratégias para alcançar a imunização de 100% da população com mais de 60 anos da cidade. Neste sábado, o "vacinômetro" da cidade aponta a marca de 92,6% dos idosos vacinados com pelo menos a primeira dose. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a partir de agora, o idoso que quiser acessar Centros de Convivências Municipais para 3ª idade (quando estes forem abertos) ou realizar visitas em hospitais e Instituições de Longa Permanência (ILPI) precisará apresentar sua caderneta de vacinação.

O objetivo é que todas unidades da atenção primária façam um pente fino em busca de quem ainda não se imunizou.

— Toda a estrutura da secretaria, nas unidades básicas, vai bater sua lista de idosos, para fazer essa busca ativa. Além disso, unidades de urgência e emergência vão perguntar sobre a situação vacinal de idosos que forem atendidos Posteriormente, quando Centros de Convivência para 3ª Idade forem abertos, o idoso só poderá frequentar se provar a vacinação. O mesmo vale para visitas em hospitais e ILPIs -- explicou Soranz.

O secretário admitiu que a alta quantidade de óbitos desde o ano passado dentro dessa faixa etária, resultado justamente da pandemia, pode ter afetado a lista de faixa populacional idosa que a prefeitura possui. Para isso, será necessária a verificação dos cadastros de pacientes e descobrir se houve notificação de óbito. Dentre todos idosos vacinados na cidade — a SMS deu número de 1,13 milhões enquanto no portal do Ministério da Saúde constam 1,15 milhões — o secretário estima que cerca de 9% seja moradores de outros municípios, que viajaram em busca da vacina.

A partir de segunda-feira, a prefeitura vai iniciar a campanha de imunização das pessoas com comorbidades, gestantes, pessoas com deficiência permanente, trabalhadores da saúde, educação, serviços de limpeza urbana, guardas municipais, motoristas e cobradores de ônibus e transporte escolar. Esse grupo é estimado em 630 mil pessoas. Segundo Soranz, há previsão de entregas semanais da Fiocruz, o que possibilitará aplicar a primeira dose desse grupo em cinco semanas.

— Se recebermos 150 mil doses por semana, em média, a gente completa tudo em um mês — afirmou o secretário.