Com menos público, Rio de Janeiro volta a celebrar o réveillon em Copacabana

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Com sua famosa queima de fogos de artifício e seguindo a tradição de vestir branco, o Rio de Janeiro voltou a celebrar, nesta sexta-feira (31), seu famoso réveillon na praia de Copacabana, embora com público reduzido por causa da chuva e das restrições pela pandemia.

Onde normalmente haveria uma multidão regada a música e bebidas alcoólicas, grupos dispersos de turistas brasileiros e estrangeiros passeavam no calçadão de Copacabana horas antes da meia-noite, sob um chuvisco intermitente.

"A gente imaginava que realmente estaria lotado, mas não", disse à AFP o jornalista Bruno Favacho, 37 anos, que veio de Belém do Pará com um grupo de 50 familiares e amigos para comemorar o Ano Novo.

"Queremos fazer uma foto legal, fazer um vídeo legal e levar uma lembrança legal da cidade maravilhosa", acrescentou, satisfeito com a exigência do passaporte sanitário nos hotéis e em outros estabelecimentos da cidade.

A expectativa do setor hoteleiro é de uma ocupação próxima dos 100% no fim de semana.

Mas diante da chegada da variante ômicron, as autoridades adotaram uma série de medidas para desestimular as aglomerações em Copacabana, como o cancelamento de shows de música, o fechamento do metrô, a proibição da circulação de carros a partir de determinado horário e o desvio de ônibus procedentes de outros bairros.

O resultado foi uma imagem muito diferente da do último 'Réveillon', no começo de 2020, quando quase três milhões de pessoas, um recorde, lotaram a praia de ponta a ponta.

No ano passado, a festa foi cancelada por causa da pandemia.

- Um 2022 de "beijos e abraços" -

À meia-noite, 14 toneladas de fogos de artifício serão acionados de dez balsas dispostas no mar, que iluminarão os céus do Rio por 16 minutos.

Haverá queima de fogos em outros nove pontos da cidade, incentivando o público a ir até o mais próximo para evitar aglomerações.

"Esperava muita gente, que fosse estressante, mas está tranquilo, estou gostando", admite a neurocientista colombiana Alejandra Luna, de 28 anos, que mora na Áustria e resolveu cruzar o Atlântico para comemorar o Ano Novo com amigos colombianos e europeus.

Seu desejo para 2022 é poder "dar beijos e abraços sem pensar muito", algo que a pandemia lhe tirou.

- Fator ômicron -

Outras capitais brasileiras, como São Paulo ou Salvador, cancelaram suas festas de fim de ano, diante do aumento vertiginoso de casos de covid-19 no mundo, provocados pela variante ômicron.

Ao contrário de outros países, o número de contágios se mantém sob controle no Brasil, embora os dados compilados nas últimas semanas sejam parciais, devido a um ataque hacker ao site do ministério da Saúde no começo do mês.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou na quinta-feira que a cidade deve se preparar para um "aumento significativo de casos", pois o percentual de positivos nos testes realizados aumentou de 0,7% para 5,5% na última semana.

"Isso ainda não se manifestou em internações ou problemas mais graves", assegurou, mas incentivou as pessoas a tomarem as doses de reforço da vacina.

Mais de 67% dos 213 milhões de brasileiros tomaram até agora as duas doses da vacina contra a covid-19 e 12%, a dose de reforço.

Enquanto cidades como Moscou e Sydney receberam o Ano Novo com fogos de artifício, muitos governos decidiram retomar as restrições neste período festivo.

Cidade do México e Bangcoc cancelaram as comemorações do Ano Novo, a Grécia proibiu a música em bares e restaurantes e o papa Francisco suspendeu sua habitual visita da véspera do Ano Novo ao presépio na Praça de São Pedro.

mel/gm/mvv

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