Com número de alunos caindo, Brasil formará mais 1,5 milhão de professores em cinco anos

Cassia Almeida* e Bruno Alfano
Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, apresentou estudo em São Paulo

SÃO PAULO — O Brasil é um país de professores. Isso é o que defende o economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros. Segundo ele, de todos os formandos no ensino superior no Brasil nos últimos cinco anos, 21% são professores.

Nesse período, o país formou 1,148 milhão de profissionais. Esse número é a metade de docentes que existem atualmente no país (2,2 milhões). Se considerarmos apenas a rede pública, o índice sobe para 66%.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira, no lançamento de um estudo na oficina “Enfrentando os desafios educacionais”, com propostas de ações e políticas públicas voltadas para o ensino básico de cada um dos estados e o Distrito Federal.

— Há cinco anos, mandamos para as universidades a mensagem: formem professores. Mas ninguém avisou: parem de formar. Nos próximos cinco anos, serão mais 1,5 milhão. Não estamos preparados para essa queda da demanda. Temos que prestar atenção nisso, não é impacto pequeno no sistema de formação superior. Pode haver uma frustração grande desses formados que não vão conseguir emprego — afirmou Paes e Barros.

Leia a entrevista completa com o economista em O GLOBO.