Com o Flamengo em crise pela frente, Bragantino vive pior momento da fase empresa

A tabela do Brasileiro reservou para esta quarta, às 20h30, um duelo entre Red Bull Bragantino e Flamengo num momento muito parecido para os dois. Ambos encontram-se em crise e precisam começar logo a trilhar o caminho da saída. As semelhanças, contudo, param aí. Enquanto o clube carioca parece cada vez menos resistente à pressão pela troca no comando técnico, o do interior paulista se mostra decidido a não cair neste lugar comum e disposto a buscar outras soluções no lugar de demitir Maurício Barbieri.

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Em relação aos resultados, a crise do Bragantino encontra-se num estágio mais avançado do que a do rival desta quarta. O clube atravessa o maior jejum desde que foi adquirido pelo grupo Red Bull e passou a ser gerido como empresa. São nove partidas sem vitórias. Ou 39 dias. Neste período, foi eliminado da Libertadores, não conseguiu ficar no grupo dos que jogam o mata-mata da Sul-Americana e caiu na Copa do Brasil. Agora, só lhe resta o Brasileiro até o fim do ano.

A estrutura empresarial impede que a pressão de torcedores influencie na diretoria. Mas até agora a cúpula não tem um diagnóstico para a crise. Entre as possíveis causas, fala no aspecto mental. Um fator relevante, levando em consideração que o elenco têm a menor média de idade dos 20 clubes da Série A: 23,26 anos.

- Na minha concepção, o aspecto mental está fazendo uma diferença enorme. E quando digo mental, digo confiança para jogar, toda a questão do comprometimento com os detalhes dos jogos. Natural com tudo o que aconteceu nos últimos dois anos, algum deslumbramento, algum desvio de rota, que estamos procurando corrigir em todos, dentro da estrutura - afirmou o diretor executivo Thiago Scuro, em entrevista à Rádio 102 FM, de Bragança Paulista, após a eliminação na Copa do Brasil.

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O ataque é outro ponto fraco que chama atenção. Nestes nove jogos sem vitória, o Bragantino balançou as redes apenas três vezes. Por outro lado, foi vazado 12 vezes. A queda passa muito pela pontaria de seus atacante Artur e Ytalo. Os dois foram os principais goleadores da equipe na temporada passada e seguem sendo na atual. Mas já não marcam com a mesma frequência.

Artur marcou 21 gols em 58 jogos em 2021. Uma média de 0,36 que despencou para 0,24 este ano, quando marcou apenas cinco nas 21 vezes em que foi a campo. Já Ytalo, seu companheiro de ataque, autor de 19 tentos em 56 confrontos no ano passado (0,34), só conseguiu balançar as redes sete vezes em 24 partidas - uma média de 0,29.

Algumas estatísticas da equipe no Brasileiro ajudam a entender esta seca. O time de Maurício Barbieri é terceiro pior em grandes chances criadas: dez. Além disso, quando a bola chega na frente o problema é a conclusão. O Bragantino tem apenas a 14º média de finalizações: são 12,6 por jogo. As corretas (ou seja: na direção do gol) são ainda mais raras. A equipe é a terceira pior neste quesito: 3,3 por partida. Os dados são da plataforma Sofascore.

Assim como a diretoria descarta uma troca no comando do time, Barbieri também não considera entregar o cargo. Considera-se em condições de encontrar e solucionar os problemas. Trabalho não vai faltar. Afinal, como se pode ver a lista é longa.

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