Com pandemia chegando ao pico, Nova Iguaçu anuncia reabertura de parte do comércio

Diego Amorim
Calçadão de Nova Iguaçu: mesmo com a flexibilização, local ainda terá barreiras sanitárias

A prefeitura de Nova Iguaçu vai colocar em prática seu plano de flexibilização do comércio. De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Igor Porto, a proposta é liberar cerca de 30% dos setores comerciais a partir de amanhã. Além disso, serão instalados pontos de triagem em cinco barreiras sanitárias do Calçadão da Avenida Governador Amaral Peixoto, no Centro. O plano inclui também um sistema de câmeras para monitorar a quantidade de pessoas no calçadão.

— Vamos reforçar a eficiência da triagem para que tudo ocorra da melhora maneira possível. Todo e qualquer avanço será feito conforme a semana epidemiológica. Caso seja necessário, paralisamos a flexibilização ou damos um passo atrás. O calçadão é uma área que já chegou a receber 180 mil pessoas em um dia normal. Isso não pode acontecer agora. Por isso teremos um videomonitoramento capaz de informar o número de pessoas entrando e saindo desse local — explica o secretário, sem determinar quais setores serão incluídos na flexibilização e nem quando ela entra em vigor.

Hoje é o último dia de vigência do decreto que restringe o acesso ao calçadão. Com isso, a ideia é dar início ao plano de flexibilização amanhã, após testes serem realizados.

Nos pontos de triagem, a pessoa terá que informar o destino: se trabalha ou se está indo em estabelecimentos considerados essenciais; ou se vai em algum dos comércios recém-reabertos. O uso de máscaras de proteção continua obrigatório. As pessoas também terão a temperatura verificada e as mãos higienizadas com álcool 70.

— Quem tiver a temperatura verificada e o resultado der acima do normal será encaminhado para uma unidade pública de saúde, onde poderão fazer a testagem de Covid-19 — afirma Porto.

Infectologista pede cuidado com segunda onda

Para o infectologista e professor da Universidade Iguaçu (Unig) Roberto Falci da Silva Garcia, o retorno de comércios não essenciais precisa ser feito com cautela.

— É preciso reabrir com base nos dados técnicos, como quantidade de leitos disponíveis, taxa de transmissão e curva de casos. A abertura precisa ser consciente. É preciso ainda ter cuidado com uma segunda leva de contaminação, continuar sempre lavando as mãos e usando a máscara. Riscos vão existir, mas o fato de ser um retorno gradual e parcial minimiza esses riscos — afirma Garcia.

Entre os setores comerciais incluídos na flexibilização estão serviços de escritório, imobiliárias, escritórios de contabilidade e de advocacia, papelarias, lojas de telefonia e de celulares e acessórios.

Outras atividades seguem suspensas até o dia 7 de junho: realização de eventos com público; funcionamento de academias e clubes de recreação; salões de beleza; e abertura de salas de cinema, galerias e shopping centers.