Com piadas e notas oficiais, Globo de Ouro não foge do escândalo de falta de diversidade

O Globo
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Nem tudo foi festa na 78ª edição do Globo de Ouro, realizada na noite deste domingo. Tinha um grande elefante na sala: as acusações, feitas a partir de uma reportagem do jornal "Los Angeles Times", de que não há jurados negros entre os 87 eleitos pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA) para decidir os vencedores do Globo de Ouro — veja a lista de premiados.

Ao longo dos últimos dias, a HFPA recebeu duras críticas e protestos, tanto nas ruas de Los Angeles quanto nas redes sociais. A indicada Viola Davis (por "A voz suprema do blues"), por exemplo, foi uma das que fizeram coro contra a falta de diversidade.

Na festa deste domingo, a associação se pronunciou, seja diretamente ou através de sua dupla de apresentadoras, Tina Fey e Amy Poehler. "Inclusividade é importante, e não há membro negro na HFPA", reforçou Poehler. Eu entendo, HFPA, que talvez vocês não tenham recebido o memorando porque vocês trabalham numa espécie de McDonalds francês, mas você tem que mudar isso".

Quando foi para falar sério, a HFPA escalou o presidente da associação, Ali Sar, e a vice, Helen Hoehne, além da ex-presidente Meher Tatna.

"Nós reconhecemos que temos nosso próprio trabalho a fazer", começou Hoehne. "Assim como nos filmes e na televisão, a representatividade negra é vital. Nós precisamos ter jornalistas negros em nossa organização".

Tatna seguiu: "Nós devemos garantir que todos das comunidades subrepresentadas tenham onde sentar na mesa, e faremos isso acontecer".

"Isso significa criar um ambiente em que a diversidade entre membros seja norma, não exceção", concluiu Sar. "Obrigado e estamos ansiosos por um futuro mais inclusivo".

Até mesmo a homenageada da noite, Jane Fonda, cobrou a HFPA por mudanças em seu discurso de agradecimento.