Com piora na pandemia, São Paulo irá reabrir hospital de campanha de Heliópolis

João Conrado Kneipp
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Hospital de Campanha do Heliopolis será reaberto no próximo dia 25, segundo previsão do governo de SP. (Foto: Divulgação/Governo de SP)
Hospital de Campanha do Heliopolis será reaberto no próximo dia 25, segundo previsão do governo de SP. (Foto: Divulgação/Governo de SP)

Com piora nos números de casos, internações e óbitos por conta do novo coronavírus, o Hospital de Campanha de Heliópolis será reaberto na capital paulista. O anúncio foi feito pelo governo de São Paulo, em coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira (22).

A previsão é que a unidade de saúde, inaugurada em maio e fechada em agosto de 2020, volte a funcionar somente em 25 de fevereiro.

O Hospital de Campanha de Heliópolis conta com 200 leitos, sendo 24 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

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Será a primeira reabertura de hospitais de campanha em São Paulo desde o fim da primeira onda de contágio do novo coronavírus.

A necessidade da reativação, segundo o governador João Doria (PSDB), se dá por conta principalmente pela alta taxa de ocupação dos leitos por pacientes Covid, tanto de enfermaria quanto de UTI.

“Também reabriremos outros 756 leitos pelos hospitais do estado. Serão 450 novos leitos de enfermaria, e outros 306 leitos de UTI”, afirmou Doria, que fez um apelo ao secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn. “Se for possível, abra (o hospital de campanha) antes do dia 25 de fevereiro”.

GABBARDO FALA EM CENÁRIO ‘SOMBRIO’ E FAZ APELO À POPULAÇÃO

O coordenador Executivo do Centro de Contingência da Covid-19, João Gabbardo, afirmou que a previsão para os próximos dias “não é tranquilizadora”.

“O que o Centro de Contingência prevê de cenáro para os próximos dias não é nada tranquilizadora. Muito pelo contrário, são dias muito sombrios. Se não tomarmos as medidas necessárias, em pouco tempo, teremos dificuldade de oferecer leitos de UTI para quem precisa de atendimento intensivo”, afirmou ele.

Para amenizar o impacto do aumento de internações e alta nas taxas das ocupações de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o governo anunciou 756 novos leitos em hospitais do estado de São Paulo, e a reabertura do Hospital de Campanha de Heliópolis.

Gabbardo também fez um apelo à população para que não aguarde o decreto estadual para cumprir as regras mais rígidas de deslocamento e funcionamento dos comércios.

"Algumas medidas poderão ser implementadas nos próximos dias adicionalmente às que estamos tomando hoje. Se os indicadores não melhorarem, se as pessoas não mudarem o seu comportamento, como por exemplo, não vamos esperar até segunda-feira para começar a cumprir com as medidas hoje anunciadas. A partir de agora as pessoas já devem ter a preocupação de reduzir ao máximo tudo aquilo que pode aumentar a transmissibilidade da doença. Não fiquem esperando decreto. Não fiquem esperando as ordens do governo”, disse.

Na segunda-feira (18), Gorinchteyn afirmou que São Paulo teve, na última semana, seu pior momento até agora no enfrentamento à pandemia. “Essa última semana foi a pior semana epidemiológica na história da pandemia no estado de São Paulo”

O estado apresentou um crescimento de 77% no número de casos da doença, aumento de 59% no número de óbitos e incremento em 28% no número de internações, na comparação dos últimos 7 dias com a última semana de 2020, segundo o secretário.

A explosão de casos, internações e morte ocorreu 14 dias após o ápice das aglomerações promovidas pelas festas de final de ano. E apesar do cenário ruim, especialistas alertam que a situação da pandemia no país ainda pode ficar pior.