Com policiais em trios elétricos, Parada LGBT+ teve poucas ocorrências, diz Polícia Civil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A 26ª Parada do Orgulho LGBT+ teve policiais civis posicionados em cima dos trios elétricos para identificar quadrilhas de roubo de celular em meio à multidão.

Esse foi o motivo para a baixa quantidade de ocorrências registrada até o início da noite deste domingo (19), quando os trios elétricos chegaram na praça Roosevelt, ponto de dispersão, diz a própria polícia. "O trabalho de inteligência e investigação da Polícia Civil foi bem realizado em cima de todos os trios", disse o delegado Roberto Monteiro, da 1ª Delegacia Seccional do Centro.

Até as 18h, a Polícia Militar havia registrado uma ocorrência de roubo na avenida Paulista. O balanço será divulgado nesta segunda-feira (20), segundo a corporação.

Algumas pessoas, porém, afirmaram terem presenciado furtos de celular.

Outro momento de tensão foi quando a cantora Luísa Sonza passou pela multidão para chegar ao trio elétrico onde se apresentou. Houve empurra-empurra.

Mais cedo, guardas-civis relataram à reportagem que a maior parte das ocorrências foram médicas, para atender casos de consumo excessivo de álcool.

Entre o público, apesar da ausência de cenas de arrastão, comum em eventos de grande porte da região central, houve precaução. "Estou só com a chave de casa no bolso", disse o vendedor Weslei Barbosa, 22. Celular e carteira ficaram na bolsa da amiga.

Ao lado do namorado, o estudante Gustavo Pereira, 19, mostrou uma pochete escondida debaixo da roupa, onde guardou o celular. "É só não vacilar", disse.

Grupos de policiais militares ficaram posicionados em frente a prédios residenciais e estabelecimentos comerciais no entorno do largo do Arouche, onde houve concentração de pessoas após a dispersão.

Os banheiros químicos disponibilizados foram ignorados por parte do público, que preferiu fazer xixi em muros e grades perto da entrada do Minhocão, em frente à praça Roosevelt.

Sem-teto contratados por R$ 70

Assim que os trios elétricos chegavam ao fim da rua da Consolação, um grupo de cerca de 200 pessoas com coletes da empresa contratada para fazer a segurança da Parada se organizava em filas na rua Rêgo Freitas.

A maioria era moradores de rua que receberam R$ 70 para passar o dia como cordeiros, pessoas que fazem a contenção em torno dos trios elétricos.

Um dos homens, que não quis se identificar, disse que foi recrutado perto do abrigo onde passa as noites.

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