Com política de filho único, China registra 11,6 milhões de crianças que "não existiam"

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WUHAN, CHINA - SEPTEMBER 30: (CHINA OUT) A hair stylist designs the shape of the Chinese flag while giving a child a haircut at a shopping mall on September 30, 2021 in Wuhan, Hubei province, China. China is celebrating the national day marking the 72st anniversary of the People's Republic of China for a week beginning on October 1st. As there have been no recorded cases of community transmission in Wuhan, life for residents has returned to normal. (Photo by Getty Images)
Política de apenas um filho poderia ser motivo de crianças que "não existiam" nos números oficiais do governo chinês (Foto: Getty Images)
  • Entre 2000 e 2010, famílias chinesas deixaram de registrar 11,6 milhões de crianças

  • Maior parte das crianças que "não existiam" era meninas

  • Suspeita é que alto número de crianças sem registro se deve a antiga política de apenas um filho

Ao longo de 10 anos, entre 2000 e 2010, a China deixou de registrar pelo menos 11,6 milhões de novos cidadãos. A suspeita é que pais tenham escondido as crianças e deixado de registra-las por causa do controle feito pelo governo chinês, que impedia família de terem mais de um filho.

A informação apareceu com a divulgação do livro estatístico lançado pelo governo da China. Na nova versão, o número de nascidos entre 2000 e 2010 é de 172,5 milhões de nascimento no período. O número anterior, registrado no censo de 2010, era de 160,9 milhões.

Segundo a agência internacional Bloomberg, a diferença poderia ser resultado da política de um filho só, derrubada em 2016, quando famílias passaram a poder ter mais filhos. Após a data, crianças que antes “não existiam” para o governo chinês puderam ser registradas.

Cerca de 57% dos chineses “inexistentes” era meninas. O número indica que famílias, ao terem uma filha mulher, deixavam de registra-las para tentar, na segunda vez, ter um menino e, então, registrar que tinham um filho.

Com o fim da política de apenas um filho, a expectativa é que o país deixe de apresentar discrepâncias entre números oficiais e a quantidade real de pessoas na China.

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