Com poucos vacinados entre os mais idosos, China é prisioneira de sua estratégia “zero Covid”

Pequim fechou dezenas de estações de metrô nesta quarta-feira (4) para tentar lutar contra a pandemia de Covid-19. Após Xangai e Shenzhen, agora é a capital chinesa que reforça as medidas restritivas, mesmo se a cidade de 21 milhões de habitantes registra apenas algumas dezenas de novos casos de coronavírus diários. Mas os baixos índices de vacinação, principalmente entre a população mais idosa, obrigam as autoridades a manter regras sanitárias rigorosas.

Cerca de 60 estações de metrô, o equivalente a 18% da rede de Pequim, foram fechadas. Os moradores da cidade, onde 51 novos casos foram registrados nesta quarta-feira, temem que toda a capital seja confinada, como foi o caso de Xangai, coração econômico do país, onde o lockdown está em vigor há mais de um mês.

A nova aceleração das contaminações na China, país que viu nascer a pandemia, mas que também se orgulhava de ter sido o primeiro a “erradicar” o surto, põe em xeque a estratégia “zero Covid” imposta pelas autoridades locais.

Até agora, o governo chinês defendia que o simples fato de administrar testes em massa e isolar totalmente a população, adotando métodos muitas vezes contestáveis no que diz respeito às liberdades individuais, era a solução para combater a pandemia.

Cadeados para que moradores não saiam de casa

Atualmente, apenas 60% das pessoas com mais de 60 anos estão vacinadas na China.


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