Com quase dois anos de governo, Guedes não consegue cumprir boa parte das promessas de campanha

João de Mari
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Entre as promessas de Guedes estão a Reforma Tributária, privatizações, Reforma Administrativa, Pacto Federativo, desburocratização, Abertura Comercial e acordo com Mercosul e Reforma da Previdência (Foto: Agência Brasil)
Entre as promessas de Guedes estão a Reforma Tributária, privatizações, Reforma Administrativa, Pacto Federativo, desburocratização, Abertura Comercial e acordo com Mercosul e Reforma da Previdência (Foto: Agência Brasil)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, um dos principais nomes do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não conseguiu cumprir boa parte das promessas feitas durante campanha. Com quase dois anos no comando da pasta, o “Posto Ipiranga” encontrou resistências do presidente e da ala política que atrasaram boa parte de suas propostas.

Durante as eleições, Guedes disse que tocaria uma agenda liberal à frente da pasta, o que ajudou o então candidato Bolsonaro a ganhar o apoio de empresários.

Entre as promessas de Guedes estão a Reforma Tributária, privatizações, Reforma Administrativa, Pacto Federativo, desburocratização, Abertura Comercial e acordo com Mercosul e Reforma da Previdência.

Apesar de ter conseguido aprovar a reforma da Previdência no primeiro ano do governo, o ministro não conseguiu encaminhar a reforma administrativa ao Congresso.

Crítico da máquina pública e defensor de ideologias neoliberais, Guedes também revisou o plano de conseguir R$ 1 trilhão com privatizações e deu lugar a uma meta mais modesta de vender a Eletrobras (processo que começou a ser discutido no governo Temer) e empresas como Correios e Porto de Santos.

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A reforma tributária avançou mais pelo Congresso do que por iniciativa do Executivo, que chegou atrasado na debate e tenta aprovar proposta que prevê a desoneração da folha e criação de novo imposto.

Além disso, a crise do novo coronavírus também agiu para atrasar parte das promessas do ministro. Mas a equipe de Guedes também teve avanços significativos em quase 20 meses de gestão.

O maior, segundo análises do próprio governo, foi a aprovação da reforma da Previdência. Outro êxito foi o fechamento do acordo entre União Europeia e Mercosul, que depende da aprovação nos países envolvidos.

Em outra frente, o governo aprovou a Lei da Liberdade Econômica, como parte da agenda de desburocratização.

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