Jacira Santana, mãe de Gil do 'BBB21', diz que não torce por reconciliação do filho com pai

Danilo Perelló
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Resumo da notícia

  • Jacira Santana, mãe de Gilberto do 'BBB21', afirmou que não torce pela reconciliação do filho com o pai

  • A mãe de Gil sofreu violência doméstica e afirmou que Gilberto saiu de casa por não aceitar o tom de pele mais clara do filho

  • No programa, Gil pediu para a produção uma foto do pai caso ganhasse a prova do líder

Depois de 15 anos afastado do filho, o pai de Gilberto, do "BBB21", tentou uma reaproximação com a família do rapaz depois de vê-lo no programa .Na casa, o economista chegou a pedir que tivesse uma foto do pai, que também se chama Gilberto, quando fosse líder. 

Ex-porteiro, o pai saiu de casa aos 4 anos, depois de um casamento turbulento com a sua mãe, Jacira Santana. Ela conta que, por um tempo, o pai não quis se aproximar do menino, e depois foi Gilberto que não queria encontrar o pai, traumatizado pelo que viu da relação dos dois na infância, quando a mãe sofria violência doméstica. 

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"Eu nunca proibi que ele se aproximasse do pai, desde que ele era criança. Eles é que não queriam. Mas torcer já uma outra história. Não torço, não. Também não sou contra. Isso é com eles, os dois são adultos", opinou Jacira. 

Jacira acredita que vai ser bom para o filho ter contato com o pai, quando sair da casa. "Talvez ele queira um carinho do pai. Vai ser bom para ele receber um abraço dele, que já tá velhinho. Poder deixar o passado para lá. Acabou, já passou. Tem tantos anos. Sei que meu filho me ama e isso não vai mudar", concluiu.

Entenda a história

Na última prova do líder da semana do 'BBB21', Gilberto, ainda com esperanças de ganhar a disputa, afirmou que pediria uma foto do pai caso tivesse acesso ao quarto especial do líder. O brother não tem mais contato com o pai, que saiu de casa quando Gilberto tinha quatro anos após um histórico de violência doméstica contra a família, uso de drogas pesadas e violência psicológica.

O brother ainda não sabe, mas seu pai, também chamado Gilberto, voltou a entrar em contato com a família e afirmou que quer fazer parte da vida do filho. De acordo com o jornal Extra, Gilberto afirmou que tem orgulho do filho e torce por sua vitória. "Tenho muito orgulho de quem ele é quando o vejo pela TV. Meu filho está realizando um sonho, é um batalhador mesmo, estudioso, chegou longe onde ninguém podia imaginar. Só quero poder dar um abraço e dizer que amo ele, nunca pude fazer isso".

Distante da família há 15 anos, o pai de Gil não falou sobre a violência doméstica contra a então esposa e o filho, nem sobre ter renegado Gil quando ele o convidou para um concurso de modelos do qual iria participar. Na época, o economista ouviu do pai que não iria, já que tinha vergonha do filho. A mãe de Gil, Jacira Santana, afirma que o então marido abandonou a família por não aceitar o tom de pele do filho. "Ele me via apanhando e também sofreu violência psicológica, já que o pai, negro, dizia que ele não era filho dele por causa da cor. O pai dele me acusava de traição e batia em mim", explicou Jacira para o Extra.

Sobre a sexualidade do filho, Gilberto garante que nunca teve nenhum problema: “Eu fiquei surpreso com ele. Mas não tenho preconceito do meu filho ser gay, não. Acho que isso ficou mais na cabeça dele do que na minha”.

A infância de Gil do Vigor

Gil passou por muitas dificuldades e traumas na infância, quando via o pai, então viciado em álcool e drogas, batendo na mãe. As agressões se estendiam a ele, caçula dos três filhos da nordestina Jacira Santana.

"Ele me via apanhando e também sofreu violência psicológica, já que o pai, negro, dizia que ele não era filho dele por causa da cor. O pai dele me acusava de traição e batia em mim", conta a mãe, que se separou do marido quando Gil tinha 4 anos.

Hoje, o brother não tem mais contato com o pai. Foi Jacira quem criou ele e as duas irmãs com o salário de doméstica, auxiliar de cozinha e de serviços gerais, no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, onde o BBB nasceu.

"Morávamos de aluguel na época e eu tinha que comprar comida e sustentar a casa. Não tinha dinheiro para roupa. Gilberto só tinha uma calça e uma camisa verde, que ele ganhou e que usava em todos os lugares. Ele foi crescendo, e só usava essa mesma roupa. Na época, chamávamos ele de 'esperança', por conta da cor da camisa e da calça", lembra Jacira, que atualmente está desempregada: "Mas ele nunca chorou pedindo algo. Sempre foi uma criança compreensiva".

Diante de tal realidade, Gilberto foi à luta e conseguiu um primeiro trabalho, aos 15 anos, como auxiliar de garçom, limpando mesas num restaurante da cidade. O serviço era conciliado com os estudos e poucas horas de sono. O dinheiro que ganhava ia todo para as despesas da casa.