Com recorde de temperatura, Inglaterra enfrenta série de incêndios; veja vídeos

A Inglaterra alcançou o recorde histórico de temperatura nesta terça-feira, com os termômetros marcando 40,2°C em Heathrow, onde fica o aeroporto de Londres, às 12h50 (8h50, horário de Brasília) — o recorde havia ocorrido em julho de 2019, quando os termômetros marcaram 38,7ºC na cidade de Cambridge. Com o rigoroso verão europeu neste ano, uma série de incêndios têm sido registrados em diversos pontos do país.

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Segundo a imprensa local, equipes do Corpo de Bombeiros de Londres estavam combatendo pelo menos cinco incêndios em diferentes pontos da cidade por volta das 16h (10h, , horário de Brasília). Somente em Wenington, no condado de Essex, quinze equipes de bombeiros, com um total de cem agentes, atuam para conter queimadas.

Uma testemunha disse à emissora Sky News que estava dirigindo quando viu a fumaça tomar a região e comprometer a visibilidade. O fogo teria feito com que vários animais e moradores locais fossem retirados de suas casas por conta dos riscos de as chamas atingirem a área residencial.

— Infelizmente, muitas pessoas angustiadas. Tem havido muitos incêndios nesta área, é bastante chocante. É claro que, como país, precisamos fazer algo a respeito agora, porque nossos filhos podem não ter um planeta para viver”, relatou um morador à Sky News.

— Não sei como começou, mas às 15h [9h, horário de Brasília] era apenas uma pequena nuvem de fumaça. Tirei algumas fotos. Mas quase triplicou de tamanho, se espalhou muito rapidamente. Estou apenas assistindo no noticiário agora, é bastante surreal. Só vimos massas de fumaça, não as chamas reais — diz outro morador.

Onda de calor extremo

O Met Office, o serviço nacional de meteorologia, emitiu um alerta de calor extremo para boa parte da Inglaterra, incluindo o Norte e o Sudeste — um alerta de que há, inclusive, possíveis riscos para vida. Na Escócia, outra nação do Reino Unido, o calor também deverá ser sem precedentes, um dia após o País de Gales bater seu próprio marco.

Na segunda, quando algumas rodovias derreteram, museus fecharam e trens precisaram interromper seu serviço, os termômetros ficaram ao redor de 38ºC. A madrugada também não deu trégua, com temperaturas acima de 25ºC em várias partes do país, as maiores marcações desde que a contabilização começou. O recorde noturno anterior era de 23,9ºC, registrados em Brighton há quase 32 anos.

A previsão, contudo, é que a quarta-feira seja mais amena, com os termômetros abaixo dos 30ºC.

A onda de calor europeia, a segunda em um mês, é o que cientistas chamam de evento climático extremo, que se tornam cada vez mais comuns devido à crise climática. Com a piora do aquecimento global intensificado pela atividade antropogênica, devem se tornar ainda mais frequentes nas próximas décadas.

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