Com referências a Novos Baianos e As Frenéticas, musical leva espectador aos anos 1970 no Sesc Tijuca

Voltar a brilhar no palco é tudo o que duas veteranas artistas sonham. Mas retomar a parceria dos tempos de juventude é um desafio; afinal, elas não são mais as mesmas. Ou será que são? A angústia do reencontro das experientes cantoras que não sabem se pode dar certo a retomada da antiga dupla é o fio condutor de “Cucaracha e Theobalda: o mundo não será o bastante”, musical que fica em cartaz até o dia 20 no Sesc Tijuca. Com sessões de quinta a sábado, às 19h; e aos domingos, às 18h, o espetáculo usa a estética da era da disco music, com figurino colorido, cenário espelhado e maquiagem forte, para homenagear bandas icônicas como Novos Baianos e As Frenéticas. A entrada custa R$ 30.

Esporte: Atleta faz vaquinha para participar do Pan-Americano no Panamá

Cultura: Filme de suspense infantil homenageia o Cosme Velho

Intérprete da Cucaracha, Florencia Santángelo destaca a presença do humor no espetáculo.

— Neste trabalho, temos o universo dos shows e das divas das canções para brincar em cena. No palco, equipamentos musicais como microfones, pedestais, cabos e fios tornam-se elementos cômicos para os nossos números musicais — diz a atriz.

Raquel Theo, que dá vida a Theobalda, ressalta a relação de parceria entre as duas personagens que protagonizam o musical:

— É um espetáculo, sobretudo, pautado na relação das duas artistas e dos assuntos que as cercam, como fama, amizade, dificuldades da profissão, similitudes e diferenças. É uma obra que aborda a sororidade entre essas duas amigas e parceiras, que se ajudam em cena de forma sincera, mas sem passar pano uma para a outra. Tudo isso sem drama e com muito humor.

A direção do espetáculo “Cucaracha e Theobalda: o mundo não será o bastante” é de Fábio Freitas.