Com reforços em baixa, Botafogo enfrenta dificuldades no meio campo e busca novos nomes

Oscilação. Essa é a palavra que define o Botafogo neste momento no Campeonato Brasileiro. Com bons resultados em jogos teoricamente mais difíceis, contra Flamengo, Ceará e Fortaleza — exceção foi o Corinthians, quando, ainda sem Luís Castro à beira do campo, foi derrotado por 3 a 1 — e placares e desempenho ruins diante de Juventude, América-MG, Atlético-GO e Coritiba, este no domingo passado, o time tem aproveitamento de 50% na competição: 12 pontos em 24 disputados. Com problemas nos três setores no campo, um em especial representa bem essa irregularidade: o meio.

Desde que Luís Castro chegou ao clube, o Botafogo entrou em campo dez vezes. Em nenhuma delas, houve escalação repetida. Entre mudanças na defesa, meio e ataque, o setor central é o que mais tira o sono do técnico português, embora tenha sido o que mais recebeu peças e investimento.

— Tem sido difícil o meio de campo. Tem sido difícil porque normalmente nós construímos uma equipe durante a pré-temporada e não temos tido esse tempo e estamos fazendo durante a temporada. Como é feito durante o campeonato, há muita oscilação — justificou Luís Castro após a partida contra o Coritiba.

Só para ter Luís Oyama, Patrick de Paula e Tchê Tchê, o clube gastou cerca de R$ 40 milhões. Além deles, Lucas Piazon e Lucas Fernandes chegaram de Portugal com prestígio. Desses, Oyama, o mais barato e que foi titular na campanha do título da Série B, é o único que conseguiu se firmar. O volante foi titular em todos os jogos do Brasileirão — não pode jogar a Copa do Brasil, pois já disputou a competição pelo Mirassol.

Contra o Coritiba, o alvinegro entrou em campo com o meio formado por Oyama, Del Piage e Chay, trio que já estava no clube para a segunda divisão. Lucas Piazon, que só disputou um jogo inteiro desde que chegou ao Botafogo e ainda não mostrou a que veio, e Lucas Fernandes até entraram na partida, mas não conseguiram mudar o placar. Já Patrick de Paula e Tchê Tchê nem saíram do banco.

Aos 22 anos, Patrick foi contratado para ser o grande nome do time nesse primeiro momento, porém, viveu lampejos do que se esperava, como nas boas atuações contra Ceilândia e Fortaleza.

Ao todo, o Botafogo esteve em campo por 900 minutos sob o comando de Luís Castro, sem contar os acréscimos. Ao todo, Victor Sá é quem mais atuou dos reforço. O atacante não foi substituído em nenhum jogo no Brasileirão. Em seguida, vem o lateral-direito Saravia. No meio, é justamente Oyama quem tem mais minutos.

— O ideal é ter um 11 base, que jogue de forma regular, que leve nossa forma de jogar para dentro de campo de forma regular e constante, que não tenha tantas oscilações de jogo para jogo, só uma mudança ou outra — falou o treinador após a derrota.

A minutagem dos atletas representa bem o que é o Botafogo em campo. Unanimidade, Victor Sá se destaca entre os reforços. Por outro lado, sem Gustavo Sauer, que, contundido, ainda não se firmou, o Botafogo busca um jogador para o setor.

O mesmo acontece no meio. Como Oyama não pode jogar a Copa do Brasil, o alvinegro busca nomes para camisa 5, 8 e 10. Lucas Leiva, ex-Liverpool, e Nicolás De La Cruz, do River Plate, são alguns deles. No processo de scouting comandado por Alessandro Brito há uma lista de jogadores que são estudados pelo clube.

Além do meio, e da ponta, o Botafogo também procura um reforço de peso para a posição de centroavante. Zahavi, ex-PSV, é o principal nome.

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