Com segunda maior delegação na COP26, Brasil não confirmou presença de Bolsonaro

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BRASILIA, BRAZIL - OCTOBER 22: President of Brazil Jair Bolsonaro gestures during a last minute press conference at the Ministry of Economy on October 22, 2021 in Brasilia, Brazil. Four key members of Guede's team had resigned on Thursday in disagreement with Bolsonaro's intention to increase public spending cap to fund welfare plans a year before presidential elections. In the last week, markets and Brazilian currency sank on fears spending cap may be jeopardized. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro ainda não confirmou a presença na COP26, que acontecerá em Glasgow entre 31 de outubro e 12 de novembro (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)
  • Presidente Jair Bolsonaro ainda não é presença confirmada na COP26, em Glasgow

  • Brasil terá a segunda maior delegação no evento, atrás apenas dos Estados Unidos

  • Chefe da delegação do Brasil será o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite

O Brasil terá a segunda maior delegação da COP26, a conferência do clima que acontecerá em Glasgow, na Escócia, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro. No entanto, a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não está confirmada. 

O chefe de delegação do Brasil será o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. Além dele, estarão presentes também Bento Albuquerque, de Minas e Energia, e Fábio Faria, das Comunicações, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Doze governadores brasileiros também comparecerão ao evento. A delegação brasileira tem o maior número de participantes, apenas atrás dos Estados Unidos. 

Carlos França, ministro das Relações Exteriores, e Tereza Cristina, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, não estão entre os membros da delegação brasileira. 

A COP26 não exige que os participantes estejam vacinados contra a covid-19, mas faz uma recomendação para que os líderes mundiais estejam imunizados contra a doença. "Nós dizemos aos líderes que preferimos que todos estejam vacinados, mas essa é uma questão para eles. Mas não tem uma proibição da COP. Nós encorajamos todos os lideres a terem a vacina, não é para evitar que um líder assista a COP", explicou o embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson. 

Sobre a importância da participação do presidente Jair Bolsonaro, Wilson afirmou que a participação do Brasil na conferência deve ser grande e importante, mas a voz do país poderia ganhar força nas discussões caso a maior autoridade política brasileira estivesse presente. "Sem a participação do líder do Brasil, vai ser um pouco mais difícil", ponderou o embaixador. Wilson ressaltou ainda que 120 líderes mundiais já confirmaram a presença na COP26. Entre as confirmações mais recentes estão a do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Questionado sobre a presença do presidente da República no evento, o Itamaraty não se pronunciou até a publicação desta reportagem. 

Peter Wilson avaliou que há três assuntos que devem ser importantes para o Brasil na COP26:

  • Desmatamento,

  • Compromisso do presidente Jair Bolsonaro de zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050

  • Criação de um mercado internacional de carbono 

"Acredito que o Brasil tem muito a dizer sobre o crescimento verde. Nós, no Reino Unido, não vemos uma contradição entre crescimento e economia verde", disse Wilson. O principal alvo da COP26 é manter o aumento da média de temperatura global em menos de 1,5ºC, compromisso firmado no Acordo de Paris, em 2015.

“Até 1.5°, 700 milhões de pessoas vão correr o risco das ondas de calor extremas. A 2°, seriam 2 bilhões de pessoas. Até 1.5°, 70% dos recifes de coral vão morrer. A 2° eles vão desaparecer por completo”, explicou o britânico Alok Sharma, presidente da COP26.

Chris Wright, Conselheiro para Política e Clima da embaixada do Reino Unido do Brasil, ressaltou que, para cumprir as metas mundiais, é importante ter lideranças, reforçando a importância da cúpula dos líderes, que acontece no início da COP26. Ao mesmo tempo, Wright afirmou que o evento será dividido em dias temáticos, para que países possam debater planos de ação. 

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