Com shows internacionais e música em EP de Anitta, Nog e Pedrella, do Costa Gold, lançam oitavo álbum

Em um universo musical em que novas vertentes de gêneros já conhecidos surgem a todo tempo (trap, drill, 150 bpm e piseiro, por exemplo) e se confundem mais e mais, o Costa Gold — grupo formado por Nog e Predella — elevou o ponto de fusão entre rap e funk em seu oitavo álbum, “R&F: UltraSom”.

Ao longo das dez faixas, os artistas passam por vertentes dos dois estilos indo do trap, mais explícito em “Descongelou”, ao funk melódico, “Respeitosamente”. E, se a batida de um vai para um lado, o outro está representado na letra ou na forma de rimar e cantar.

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Para participar do projeto, Nog e Predella convidaram diversos cantores, como MC Don Juan, MC Davi, MC Hariel, MC Ryan SP, MC Pedrinho, MC Guim e MC Drika.

—Tanto o funk quanto o rap são música de gueto. O objetivo é um só, né? É a favela vencer, ser a voz de quem não tem voz. Além disso, o ritmo casa muito bem — opina Nog.

Predella completa:

— Rap e funk juntos é tipo arroz com feijão.

‘O pai tá on’

Para o Costa Gold, a combinação é tão perfeita que eles vão além e brincam com a criação de um novo gênero, o R&F, e levaram a nomenclatura para o nome do álbum.

—O Costa Gold vinha em um ano mais sabático e a gente queria fazer algo que significasse, algo grande mesmo, criamos o projeto e está aí na rua — diz Predella.

Com dez anos de carreira, shows nos EUA e no Japão, além de mais de dois milhões de ouvintes no Spotify, o grupo marcou presença no EP mais recente de Anitta com a música “Biquíni vermelhinho” e vem colecionando hits como “Se essa bunda” (65 milhões de plays no Spotify), “Dás Arábia” (33 milhões de plays) e “O pai tá on” (25 milhões).

Se hoje Nog e Predella jogam no mesmo time, no início da adolescência os dois foram rivais. Nog jogava basquete pelo Pinheiros, e Predella, pelo Palmeiras, times de São Paulo adversários.

Os dois acabaram deixando o esporte, mas se reencontraram na Batalha do Beco, evento com disputa entre rappers e MCs que acontecia no Beco do Batman, na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo.

— Fui sem compromisso. E quando cheguei lá o Predella já tinha o nome respeitado. Quem reapresentou a gente foi o Adonai, que era o apresentador da batalha. Aí o Predella convidou o Adonai (que deixou o grupo em 2014) para formar o Costa Gold e, depois, ele me chamou para participar. Eu era muito ruim ainda (risos). Estava no começo, mas ele falou que viu uma parada em mim — conta Nog.

De Metallica a Zeca

Desde o início, o grupo já pregava pela união dos gêneros funk e rap, eles sempre foram amigos e admiraram o trabalho dos funkeiros e, segundo Nog, a recíproca é verdadeira. Como referências, Predella cita nomes como Jay-Z, Metallica e Zeca Pagodinho, Entre suas influências, ele escolhe o grupo Quinto Andar, do final dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Para o futuro, Nog conta que os projetos são muitos. Mas um que ele gostaria de tocar pra frente é uma parceria com o grupo Cone Crew.

— A gente já realizou muitos dos nossos sonhos, mas somos insaciáveis, né? Queremos ir pra Europa, fazer um som com uma referência gringa... Acho que temos tempo de caminhada suficiente para poder estar no Rock in Rio ou no Lollapalooza, coisa que a gente ainda não concretizou — enumera Nog.