Com Westbrook, Rockets tentam se manter na briga do Oeste

Westbrook é bastante diferente de Paul no sentido de que costuma ter ainda mais a bola na mão do que o antigo armador de Houston, e a adaptação dele ao “novo” Harden (Cooper Neill/Getty Images)

Por Leandro Sarhan

Nos últimos cinco anos, a Conferência Oeste da NBA teve o mesmo representante nas Finais da liga: o Golden State Warriors, comandado por Stephen Curry, Klay Thompson e Draymond Green, e que depois ainda adicionou Kevin Durant. Nesse meio tempo, o time não só foi bem nos Playoffs (conquistando três títulos), mas também bateu recorde de vitórias na temporada regular em 2016. O time que esteve mais perto de tirar a coroa do Oeste dos Warriors, porém, foi o Houston Rockets, que chegou a deixar Golden State com as costas contra a parede duas vezes, mas acabou não conseguindo eliminar os rivais.

Com a “abertura da janela” de títulos da liga e até da Conferência por conta da saída de Durant e da lesão de Thompson pelo lado dos Warriors, o gerente geral de Houston Daryl Morey viu a oportunidade de se manter forte na briga, mas precisava se desfazer de Chris Paul por conta do relacionamento ruim com James Harden, e por isso que a troca por Russell Westbrook fez tanto sentido.

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Antes do Rockets conseguir se movimentar no mercado, vários times do Oeste haviam feito mudanças importantes para se fortalecer na briga pelo título: os Lakers adicionaram Anthony Davis e reformularam o elenco, os Clippers adquiriram a dupla Kawhi Leonard-Paul George, os Blazers conseguiram Hassan Whiteside, o Jazz pegou Mike Conley e Bojan Bogdanovic... Houston não poderia ficar atrás, mesmo que isso significasse adquirir um salário tão alto quanto o que a franquia tinha com Chris Paul.

As primeiras impressões do encaixe de Westbrook nos Rockets não são das melhores. A franquia tem como filosofia arremessar muitas bolas de três pontos e pouquíssimas de média distância, enquanto o armador historicamente não vai bem na longa distância e prefere os chutes médios. No entanto, ele já jogou ao lado de Harden no Oklahoma City Thunder, e a boa relação dos dois – que pode ser reeditada dentro de quadra - foi determinante para que a troca fosse feita.

Westbrook é bastante diferente de Paul no sentido de que costuma ter ainda mais a bola na mão do que o antigo armador de Houston, e a adaptação dele ao “novo” Harden (o barbudo era reserva nos tempos de Thunder e com isso ficava mais fácil a divisão de posses de bola entre os dois) não será totalmente fácil. O camisa 0, porém, jamais jogou com uma equipe com tantos jogadores capazes de arremessos longos, e isso poderá abrir espaços para suas características infiltrações e assistências.

Mike D’Antoni, técnico dos Rockets, disse que gostaria de ter mantido o mesmo time, mas se mostrou empolgado com a possibilidade de treinar outro jogador que já conquistou o troféu de MVP, assim como Harden, e que é três anos e meio mais novo que Paul (que ainda tem um ano a mais de contrato garantido do que Westbrook). A eficiência do armador é questionada – e ele dá motivos para isso-, mas se ele e Harden encaixarem ofensivamente, o time fica muito difícil de ser parado. Se a defesa funcionar, Houston será um adversário indigesto para qualquer equipe nos Playoffs.

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