Com Yamaguchi e Osmar Terra, vídeos apontam “ministério paralelo” de Bolsonaro

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Doctor Nise Yamaguchi attends a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil June 1, 2021. REUTERS/Adriano Machado
Doctor Nise Yamaguchi attends a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil June 1, 2021. REUTERS/Adriano Machado
  • Filmagens mostram reunião do chamado "ministério paralelo" de Bolsonaro

  • Reunião em setembro de 2020 aconteceu no Palácio do Planalto

  • Encontro teve a presença de Nise Yamaguchi e Osmar Terra

Vídeos mostram trechos de um encontro em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reúne com o chamado “ministério paralelo”, com a presença da médica Nise Yamaguchi e do ex-ministro da Cidadania Osmar Terra. As imagens foram divulgadas pelo Metrópoles.

Segundo o portal, a reunião aconteceu em 8 de setembro de 2020. Além de Nise Yamaguchi e Osmar Terra, também estiveram presentes outros médicos, como Paolo Zanoto.

O encontro aconteceu em uma sala de reuniões do Palácio do Planalto. Mesmo em local fechado, nenhum dos participantes do “ministério paralelo” usava máscaras.

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As imagens contradizem o depoimento de Nise Yamaguchi à CPI da Covid. Ela nega que tenha se encontrado em mais de uma ocasião com Bolsonaro e diz que o aconselhamento era “eventual”. No entanto, no vídeo, ela agradece por trabalhar com o presidente da República.

As gravações também mostram a relevância de Osmar Terra no grupo. Negacionista sobre a relevância da pandemia desde o princípio, o ex-ministro está na mesa ao lado do presidente, enquanto os convidados participam como “plateia”. Eventualmente, algum deles vai ai microfone para falar, como Zanoto e Nise Yamaguchi.

Na reunião, o virologista Paolo Zanoto se opõe às vacinas contra a covid-19 por considerar que foram criadas rápido demais. Na ocasião, a Pfizer aguardava a resposta dos e-mails enviados ao governo federal.

“Não tem condição de qualquer vacina estar realisticamente na fase 3”, diz Zanoto no encontro. “Com todo respeito, eu acho que a gente tem que ter vacina, ou talvez não.”

Documentos comprovam existência do "ministério paralelo" 

Pessoas apontadas como integrantes do "ministério paralelo" da Saúde, grupo de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro, teriam participado de ao menos 24 reuniões, no Palácio do Planalto ou no Alvorada. O objetivo dos encontros seria para definir os rumos da política do governo no combate à pandemia do novo coronavírus.

A informação, publicada originalmente na Folha de S.Paulo, consta de documentos da Casa Civil que foram entregues à CPI da Covid.

O presidente Bolsonaro, segundo consta nos documentos, só não participou de seis reuniões do total. Entre os nomes citados estão os dos filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro; além do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS); o assessor especial da Presidência Tercio Arnaud (integrante, também, do chamado "gabinete do ódio"); o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten; e a médica Nise Yamaguchi.

Carlos e Flávio Bolsonaro teriam participado de ao menos cinco reuniões, três delas por videoconferência, para tratar do tema "governadores e pedidos de apoio para enfrentamento da crise".

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