Comandante da Aeronáutica procura ministro do STF e nega apoio a golpe no Brasil

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
·3 minuto de leitura
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Brazilian Supreme Court judge Gilmar Mendes gestures at the start of Brazil's Supreme Court ruling on whether former president Luiz Inacio Lula da Silva should start a 12 year prison sentence for corruption in Brasilia on April 4, 2018
Tension soared in Latin America's largest country ahead of the court showdown, with both backers and opponents of Lula -currently the heavy favorite for the October polls- warning of a threat to democracy. / AFP PHOTO / EVARISTO SA        (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
O encontro em privado na Aeronáutica com Gilmar Mendes durou alguns minutos e, em seguida, Carlos Baptista o levou para almoçar com integrantes do Alto Comando da Força (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • O comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para negar apoio a qualquer ideia golpista no país

  • A reunião ocorre em um momento de conflito entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Judiciário por conta da defesa da volta do voto impresso no Brasil

  • No encontro, o ministro do STF teria defendido o atual sistema eleitoral

O comandante da Aeronáutica, Carlos Baptista Júnior, procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para negar apoio a qualquer ideia golpista no país. O encontro aconteceu na terça-feira (3), na Aeronáutica, em Brasília.

Revelada pelo jornal Folha de S. Paulo, a reunião ocorre em um momento de conflito entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o Judiciário por conta da defesa da volta do voto impresso no Brasil. No encontro, o ministro do STF teria defendido o atual sistema eleitoral.

Leia também

De acordo com o jornal, o encontro em privado na Aeronáutica com Gilmar Mendes durou alguns minutos e, em seguida, Carlos Baptista o levou para almoçar com integrantes do Alto Comando da Força.

No almoço, o ministro continuou com a defesa das urnas, falando que elas já são passíveis de auditoria e que o sistema passa por várias provas, entre as quais a submissão a hackers, que têm como objetivo tentar alterar o código-fonte do aparelho. 

Já os militares disseram que não haverá qualquer possibilidade de ruptura. Os dois lados comentaram, inclusive, que a Aeronáutica atua nas eleições ao ajudar na distribuição das urnas pelo país.

O brigadeiro Carlos Baptista é visto como o mais bolsonarista dos três novos chefes militares que assumiram após a crise militar que derrubou todos os comandantes e o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo, em abril.

Brazil's Navy commander Admiral Almir Garnier, Army commander General Paulo Sergio and Air Force commander Brigadier Carlos de Almeida Baptista Jr. are seen, in Brasilia, Brazil March 31, 2021. REUTERS/Adriano Machado
O comandante da Marinha do Brasil Almir Garnier, o comandante do Exército General Paulo Sergio e o comandante da Aeronáutica Brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Jr. são vistos, em Brasília (Foto: REUTERS / Adriano Machado)

Comissão convoca Braga Netto para explicar ameaças

Nesta terça-feira (3), a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de convocação para que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, esclareça as supostas ameaças às eleições de 2022.

No mês passado, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo afirmou que o ministro mandou um recado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), no dia 8 de julho: se não houver voto impresso e auditável, não haverá eleições em 2022.

O requerimento para a convocação de Braga Netto, de autoria do deputado Rogério Correia (PT-MG), foi aprovado por 15 votos a 7 na comissão. O ministro deve comparecer ao colegiado no dia 17 de agosto.

Voto impresso em 2022

De olho nas eleições de 2022, Bolsonaro e apoiadores vem defendendo fortemente uma suposta fragilidade no sistema de segurança das urnas eletrônicas. Por este motivo, mesmo sem apresentar provas, ele argumenta que as eleições sejam realizadas com o voto impresso — o que ele chama de "auditável".

Na semana passada, porém, em uma live na qual disse que apresentaria provas sobre uma suposta fraude da urna eletrônica nas eleições de 2014 e 2018, Bolsonaro admitiu não conseguir atestar suas declarações.

O presidente da República se contentou em mostrar vídeos antigos divulgados na internet com eleitores reclamando de problemas na hora de votar e um vídeo de um youtuber sobre suposta manipulação da urna eletrônica, que já foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Voto impresso discutido na Câmara

Na Câmara, a possibilidade da volta do voto impresso é discutida por uma comissão especial. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/9, de autoria do deputado Filipe Barros (PSL-PR), torna obrigatório voto impresso em eleições no Brasil.

Esse registro será uma espécie de cédula em papel, a ser depositada em recipiente indevassável, assegurada a conferência pelo eleitor, mas sem qualquer contato manual.

No último dia 16, após sucessivas quedas no sistema remoto e discussões entre os parlamentares, o presidente da comissão especial que analisa a proposta do voto impresso na Câmara, deputado Paulo Martins (PSC-PR), encerrou repentinamente a reunião do colegiado.

O parecer pode ser votado na próxima quinta-feira (5).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos