Comandante da Marinha defende auditoria privada das urnas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, manifestou apoio às falas do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre auditoria privada das urnas.

Em entrevista ao jornal O Povo, em Fortaleza (CE), ele disse que quer que os brasileiros tenham certeza do resultado.

"Como comandante da Marinha, eu quero que os brasileiros tenham certeza de que o voto deles vai valer, de que quem eles colocarem na urna vai ser contado e quem eles escolherem de uma forma limpa, transparente, como demanda a Constituição Federal e as leis nacionais, será validado."

O almirante de esquadra ainda condicionou uma "vida nacional" mais calma à realização da auditoria. "Não quero ver o meu povo brigando entre si por dúvidas. Então mais transparência, quanto mais auditoria, melhor para o Brasil, porque nós teremos muito mais certeza do resultado e toda a vida nacional seguirá com mais calma", declarou.

A entrevista aconteceu na última quarta-feira (11), quando o comandante foi a Fortaleza para inaugurar uma estátua em homenagem ao almirante Joaquim Marques Lisboa, o Marquês de Tamandaré.

É mais uma sinalização das Forças Armadas de apoio a Bolsonaro. Nesta semana, o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para centralizar as comunicações sobre o assunto com ele.

Em outro trecho, Garnier faz uma defesa ainda mais aberta de Bolsonaro, ao comentar suas críticas às urnas eletrônicas. "O presidente tem feito críticas, mas não é só o presidente que faz crítica, muita gente faz críticas às urnas há muito tempo. O presidente da República é o meu chefe, é o meu comandante, ele tem o direito de dizer o que quiser"

Dias antes, em uma live, Bolsonaro disse que uma empresa contratada pelo PL irá fazer uma auditoria privada das eleições deste ano.

No momento em que amplia os questionamentos ao processo eleitoral e faz insinuações golpistas, Bolsonaro sugeriu, em tom de ameaça, que os resultados da análise podem complicar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se a empresa constatar que é "impossível auditar o processo".

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