Comandante da Polícia Militar é exonerado por furar fila de vacinação contra a covid-19

Melissa Duarte
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BRASÍLIA — O coronel Julian Rocha Pontes, de 47 anos, deixou o comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) nesta sexta-feira após tomar irregularmente a vacina contra a covid-19. Com a demissão, o então subsecretário de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do DF, coronel Márcio Cavalcante Vasconcelos, assume o cargo. A exoneração e a nomeação foram publicadas em edição extra do Diário Oficial do DF.

Pontes recebeu a dose na última terça-feira, informa o G1. Um dia antes, a Secretaria de Saúde definiu que policiais que realizam a guarda da vacina poderiam ser imunizados com doses sobressalentes, isto é, a chamada “xepa da vacina”. Pela nova regra, o critério de desempate seria a idade: se houvesse um imunizante e dois agentes de segurança, o mais velho seria vacinado.

Na segunda-feira, o secretário da pasta, Osnei Okumoto, anunciou a inclusão dos profissionais de segurança pública nos grupos prioritários, com a previsão de chegada de 40 mil doses à capital federal. Inicialmente prevista para sábado, a data foi adiada para a próxima segunda. Policiais militares, civis, penais, federais e rodoviários federais, bombeiros e agentes do Departamento de Trânsito (Detran) poderão se vacinar.

Procurada pelo GLOBO, a PMDF não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Cada frasco das vacinas de Oxford/Astrazeneca e da CoronaVac tem 10 doses. Após aberto, o primeiro deve ser utilizado em até 6 horas. O segundo, até 8 horas. Segundo a Secretaria de Saúde, 12,9% da população brasiliense já se vacinou até a última quinta-feira. A pasta mudou os critérios para contabilizar o total de imunizados: agora, a taxa só considera pessoas acima de 18 anos.