Secretário de Defesa dos EUA afirma que Síria guardou armas químicas

Jerusalém, 21 abr (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, que realiza uma visita oficial a Israel, afirmou nesta sexta-feira que a Síria guardou armas químicas e recomendou elas não sejam utilizadas novamente.

"Eu posso afirmar com autoridade que (Bashar al) Assad ainda tem armas químicas. Não é aconselhável usá-las novamente", disse em uma entrevista coletiva em Tel Aviv, após um encontro oficial com o ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman.

Nesta semana um alto cargo do Exército israelita informou que o regime sírio ainda guarda toneladas destas armas, embora hoje Lieberman tenha evitado comentar essas acusações.

Segundo o secretário americano, o regime sírio manteve arsenais químicos "em violação do acordo (2013) e as declarações (do Conselho de Segurança da ONU) pelas que tinham que ser eliminada": "Não há dúvida", sentenciou.

Perguntado sobre as consequências do primeiro ataque dos EUA sobre a aviação síria no início do mês e a possível transferência dos aparelhos para bases russas na província de Lataquia, na Síria, Mattis respondeu que "sem dúvida, os aviões se espalharam nos últimos dias".

O secretário de Defesa dos EUA também enfatizou a ameaça representada pelo Irã e seus aliados para a segurança de Israel e disse que seu Executivo reconhece a necessidade de enfrentar qualquer agressão.

"Além da nossa campanha para derrotar o Estado Islâmico, também reconhecemos a necessidade de enfrentar as atividades desestabilizadoras do Irã, que continua sendo uma ameaça para Israel e seus vizinhos com seus mísseis balísticos", disse Mattis.

Nas palavras do secretário americano, o Irã age através de "proxies" (atores delegados) entre eles os libaneses do Hizbolá, "uma organização terrorista que ajuda manter Assad no poder na Síria".

Avigdor Lieberman disse que "o eixo do mal entre Coreia do Norte, Teerã, Damasco e Beirute" é o principal problema, não somente para Israel, mas para todo o mundo, e afirmou que seu país e os EUA compartilham os mesmos valores e podem "superar estas ameaças e trazer a paz e a estabilidade para a região".

"A cooperação entre os dois países continua. Vim da Arábia Saudita e outras visitas na região. Na reunião com Lieberman, prometemos estabelecer uma forte relação entre Israel e Estados Unidos", disse Mattis. EFE