Combates em Nagorno Karabakh deixam 5.000 mortos, diz Putin

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Após quase quatro semanas, os combates provocaram cerca de 1.000 mortes segundo balanços parciais
Após quase quatro semanas, os combates provocaram cerca de 1.000 mortes segundo balanços parciais

O número de mortos desde a retomada dos combates no final de setembro entre o Azerbaijão e os separatistas armênios em Nagorno Karabakh se aproxima de 5.000 - declarou o presidente russo, Vladimir Putin, nesta quinta-feira (22).

"Segundo nossas informações, o número de mortos em cada lado alcança em torno de 2.000, o que significa que o número total se aproxima de 5.000 mortos", afirmou, durante um fórum de debate transmitido ao vivo pela televisão.

Desde 27 de setembro, as forças do Azerbaijão conquistaram territórios que escapavam ao seu controle desde os anos 1990 e a guerra após a queda da URSS, que causou 30.000 mortes e levou à secessão da região, agora povoada quase exclusivamente por armênios.

Segundo balanços parciais, esses novos combates causaram cerca de 1.000 mortes, entre elas cerca de cem civis. Mas os dois lados afirmam ter matado milhares de adversários.

"Hoje o conflito está na pior de suas variantes", lamentou Vladimir Putin nesta quinta-feira.

A Rússia é a principal potência regional e possui boas relações com os dois lados.

O chefe de Estado russo afirmou que está "em contato permanente" com o presidente azerbaijano Ilham Aliev e o primeiro-ministro armênio Nikol Pachinian.

"Entendemos que tal situação, quando uma parte importante do território azerbaijano está perdida, não pode continuar", disse referindo-se a uma guerra enraizada em uma "luta territorial" e em um "confronto étnico".

A Armênia descartou, na quarta-feira, qualquer "solução diplomática" para o conflito, em meio a esforços até agora frustrados da comunidade internacional para negociar um cessar-fogo duradouro.

Duas tréguas humanitárias negociadas recentemente não foram respeitadas.

Os chefes das diplomacias da Armênia e Azerbaijão conversarão separadamente na sexta-feira em Washington com seu homólogo americano, Mike Pompeo.

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