Combates intensos perto de cidade estratégica de Nagorno-Karabakh

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Militares caminham em rua durante o conflito militar em curso entre a Armênia e o Azerbaijão sobre a região separatista de Nagorno-Karabakh, na capital da província disputada de Stepanakert, em 6 de novembro de 2020
Militares caminham em rua durante o conflito militar em curso entre a Armênia e o Azerbaijão sobre a região separatista de Nagorno-Karabakh, na capital da província disputada de Stepanakert, em 6 de novembro de 2020

A Armênia anunciou, neste sábado (7), "ferozes combates" em andamento contra as forças do Azerbaijão perto de Shusha, uma cidade estratégica na disputada região de Nagorno-Karabakh.

Após semanas de combates intensos neste enclave montanhoso, as forças do Azerbaijão parecem estar se aproximando da cidade, localizada a 15 km da capital de Nagorno-Karabakh, Stepanakert.

A cidade de Shusha está localizada na estrada que liga Stepanakert ao território da Armênia, que apoia os separatistas de Nagorno-Karabakh que lutam por sua independência.

Uma porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Shushan Stepanyan, relatou neste sábado "combates especialmente intensos e ferozes" nas proximidades de Shusha, acrescentando que vários ataques das forças do Azerbaijão foram frustrados. 

A porta-voz afirmou ainda que a cidade havia sido bombardeada. 

O Ministério da Defesa do Azerbaijão negou essas alegações, classificando os relatórios sobre o bombardeio de Shusha como "totalmente falsos".

No início da década de 1990, Nagorno-Karabakh separou-se unilateralmente do Azerbaijão, causando uma primeira guerra na região com saldo de 30.000 mortes.

Desde a retomada do confronto, em 27 de setembro, mais de 1.250 pessoas morreram, segundo balanços parciais.

Até o momento, três tréguas humanitárias falharam, negociadas respectivamente com a mediação da Rússia, França e Estados Unidos.

Esta semana, a ONU levantou a possibilidade de crimes de guerra devido a ataques "indiscriminados" a civis e vídeos considerados credíveis mostrando a execução de prisioneiros de guerra armênios.

Enquanto Yerevan pediu ajuda militar a Moscou, Baku conta com forte apoio da Turquia, acusada de fornecer especialistas e mercenários.

bur-acl/bp/me/es/mr