Combates no Iêmen deixam 65 mortos em 48 horas

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Homens observam danos provocados por ataque supostamente cometido por rebeldes huthis contra a base aérea de Al-Anad, a 60 km de Aden, segunda maior cidade do Iêmen, em 19 de agosto de 2021 (AFP/-)

Ao menos 65 combatentes morreram em confrontos violentos nas últimas 48 horas entre as forças do governo e rebeldes na província de Marib, norte do Iêmen, informou uma fonte militar nesta quinta-feira.

Na semana passada, mais de 100 combatentes morreram em Marib, último reduto do governo na região norte do país devastada pela guerra.

Marib é cenário de confrontos violentos desde fevereiro, quando os rebeldes iniciaram uma ofensiva nesta região rica em petróleo.

"Registramos 22 mortos e 50 feridos entre as forças governamentais e 43 mortos entre os huthis nas últimas 48 horas", afirmou a fonte.

Desde a tomada da capital Sanaa, em 2014, que desencadeou a guerra no Iêmen, os rebeldes, próximos ao Irã (xiita), arrebataram o controle de grande parte do norte do país do governo, que tem desde 2015 o apoio de uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita (sunita), grande rival de Teerã.

Os huthis desejam conquistar a capital provincial de Marib e cercaram a cidade há meses. Os combates deixaram centenas de mortos desde fevereiro.

De acordo com a fonte militar, que pediu anonimato, os combates voltaram a ganhar força há dois dias, quando os rebeldes executaram ataques contra posições governamentais nos arredores da cidade.

Diante dos deslocamentos da população e do temor de agravamento da catástrofe humanitária nas zonas próximas aos combates na região de Marib, os pedidos internacionais por uma trégua foram intensificados.

ONU e Estados Unidos lideram os esforços diplomáticos para tentar acabar com guerra, que deixou dezenas de milhares de mortos e provocou uma das piores crises humanitárias no mundo.

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