Brasileiros ficam de fora da lista de 100 pessoas mais influentes da "Time"

Nova York, 19 abr (EFE).- A revista "Time" publicou nesta quinta-feira sua tradicional lista de 100 pessoas mais influentes do mundo sem a presença de brasileiros, mas colocou dentro do seleto grupo o presidente da Argentina, Mauricio Macri.

No ano passado, dois brasileiros estavam na lista: Neymar e o juiz federal Sergio Moro. A relação que a "Time" divulga todos os anos destaca personalidades do entretenimento, do esporte e da política, sem atribuir posições entre os selecionados.

Macri é descrito pela revista como um político híbrido: pró-empresariado, mas sensível às preocupações sociais. A "Time" destaca como um dos acertos do presidente argentino o crescimento da economia, de cerca de 2,9%, e retorno do país ao mercado global.

A "Time" também antecipa que o líder da coalizão "Mudemos" concluirá seu mandato de quatro anos, um "recorde" para a revista, feito não atingido por nenhum presidente que não seja peronista, movimento que domina a Argentina desde 1940.

Além da ausência de brasileiros, outro destaque a lista é a pouca presença de latino-americanos. Além de Macri, outros cinco foram lembrados pela "Time": o diretor mexicano Guillermo del Toro, vencedor do Oscar pelo filme "A Forma da Água", a prefeita de San Juan, Carmen Yulín Cruz, o chef espanhol José Andrés, a atriz transexual chinela Daniela Vegas, e a equatoriana Christina Jímenez, que lidera um movimento de proteção dos "sonhadores", jovens imigrantes que chegaram aos Estados Unidos quando crianças.

Outros nomes de destaque que estão na lista são os dos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da França, Emmanuel Macron. Também foram lembrados pela "Time" o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Na lista da revista também estão figuras do esporte e do entretenimento, como o tenista suíço Roger Federer, as cantoras Jennifer López e a Rihanna, e a apresentadora Oprah Winfrey. EFE