Começa julgamento de advogado acusado de matar esposa e filho nos EUA

Um tribunal dos Estados Unidos começa a julgar a partir desta segunda-feira (23) um influente advogado americano acusado de assassinar sua esposa e seu filho, antes de simular sua própria morte.

Tentativas de golpe contra seguradoras, fraude e tráfico de drogas completam a longa lista de acusações contra Alex Murdaugh, de 54 anos, que foi transferido pela manhã ao tribunal de Walterboro, na Carolina do Sul, onde as partes começaram com a seleção do júri.

Murdaugh é acusado de ter matado sua esposa, Maggie, com um fuzil e seu filho Paul com uma pistola em 7 de junho de 2021, o que ele nega.

Naquele dia, o advogado acionou o serviço de emergência e contou que havia encontrado os corpos de sua mulher, de 52 anos, e de seu filho, um estudante de 22, com marcas de disparos de arma de fogo, em frente à sua casa.

Membro de uma família muito rica e influente, Murdaugh disse que não tinha nada a ver com o crime e, inicialmente, não foi alvo de nenhuma acusação.

Contudo, três meses mais tarde, chamou a atenção dos investigadores uma manobra macabra para dar um golpe no seguro.

O advogado admitiu à polícia que havia pedido a um ex-cliente que o matasse para que outro filho recebesse 10 milhões de dólares de um seguro de vida.

O ex-cliente atirou na cabeça de Alex Murdaugh em 4 de setembro, mas ele sobreviveu.

Os investigadores começaram a revisar o caso e, nos últimos meses, Murdaugh acumulou várias acusações de fraude e acabou sendo detido.

Suspeita-se que ele tenha desviado dinheiro de clientes de seu escritório de advocacia por mais de 8,5 milhões de dólares. Além disso, é acusado de lavagem de dinheiro do tráfico de opiáceos.

Levou mais de um ano para que ele fosse denunciado pelo assassinato de seu filho e de sua esposa. Segundo a imprensa americana, foram encontradas manchas de sangue suspeitas em sua roupa e chamadas telefônicas que não correspondem com seu álibi.

Algumas vozes consideram que o advogado teria se beneficiado de um tratamento privilegiado porque que seu pai, seu avô e seu bisavô foram promotores. Ele pode ser condenado à prisão perpétua.

chp/kar/erl/dga/rpr/mvv