EUA removem cidadãos confinados em transatlântico por novo coronavírus

Aviões aguardam os americanos no aeroporto Haneda, em Tóquio

Os Estados Unidos iniciaram a retirada de cidadãos que estão há dias na costa do Japão a bordo de um transatlântico em quarentena onde foram registrados 355 casos do novo coronavírus.

A remoção ocorre no momento em que autoridades do Japão aumentam suas advertências sobre o surto, pedindo que os cidadãos evitem lugares cheios.

Na madrugada desta segunda-feira (horário local), os americanos deixaram o navio em grupos, passando por um controle de passaportes improvisado, embora não tenham se submetido a um controle sanitário", informou à AFP a passageira californiana Sara Arana. Em seguida, eles embarcaram em ônibus cujos motoristas vestiam roupas de proteção, e receberam a informação de que mais de uma dúzia de veículos viajariam em comboio.

Dois voos fretados devem levar os passageiros do navio para os Estados Unidos, onde parte deles permanecerá em quarentena de 14 dias em uma base militar da Califórnia, e os demais, no Texas.

Alguns cidadãos americanos rejeitaram a remoção. "Minha saúde está boa e minhas duas semanas de quarentena estão quase no fim. Por que eu iria querer entrar em um ônibus e avião com outras pessoas que acreditam estar infectadas, quando passei quase duas semanas isolado das mesmas?", tuitou o advogado Matt Smith, que estava no navio com a mulher.

Além dos casos no transatlântico, autoridades japonesas anunciaram seis novos casos registrados hoje, a maioria em Tóquio, o que eleva para 59 o número de casos confirmados.

Com o aumento do contágio, o ministro da Saúde japonês, Katsunobu Kato, advertiu que o país está "entrando em uma nova fase. Estamos vendo casos de infecção dos quais não podemos rastrear a rota de transmissão".