Começam as obras do Porto Maravalley, espaço voltado para desenvolver startups

A prefeitura dá início hoje às obras de adaptação de um galpão de dez mil metros quadrados na Zona Portuária para ser um polo de startups de empresas de alta tecnologia. O espaço, batizado de Porto Maravalley, numa alusão ao Sillicon Valley (Vale do Silício) da Califórnia, ficará em um imóvel da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCpar) cedido pelo município. A previsão é que as reformas sejam concluídas no fim do primeiro semestre do ano que vem.

A proposta prevê que as empresas sejam voltas para dez áreas de atuação, entre as quais: energia, biotecnologia, saúde, varejo e economia criativa.

Uma das âncoras será o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), organização social vinculadas aos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. A instituição pretende abrir em 2023 seu primeiro curso de graduação, gratuito, com duração de quatro anos. O Impa vai ocupar cerca de 5 mil metros quadrados (metade da área total do galpão) com salas de aula, laboratórios, e biblioteca. Ao todo, serão oferecidas cem vagas por ano e o critério de seleção será o desempenho na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Os alunos poderão optar em se especializar em matemática, ciência da computação, ciência de dados ou física.

— O curso terá um ciclo básico de dois anos. No terceiro ano, o aluno vai escolher a área que deseja se especializar: matemática, ciência da computação, ciência de dados ou física — explicou o diretor-geral do Impa, Marcelo Miranda Viana da Silva.

Marcelo explicou que a aproximação com empresas , pode ajudar até mesmo nesse processo de formação de alunos para o mercado voltado para a inovação.

Além desse projeto há outras iniciativas para atrair mais interesses desse setor Um dos exemplos, citados pelo secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Chicão Bulhões, é que empresas especializadas que se instalarem na região já tem incetiv o de ISS reduzido (de 5% para 2%).

O projeto é mais uma tentativa do município de transformar o Porto Maravilha em uma área atraente para empresas de tecnologia. Entre os argumentos usados pela estatal Invest.Rio, a agência de promoção e atração de investimentos da prefeitura é que esse mercado ainda é pouco explorado na cidade.

Concluída a reforma, estimada em R$ 40 milhões, o espaço será administrado por uma espécie de conselho de governança que terá autonomia para a gestão do espaço, com um conselho de governança semelhante ao adotado, por exemplo, pelo Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Chicão explicou que conselho definiria, por exemplo, que startups seriam aceitas no espaço bem como outras regras para ocupação (inclusive se haveria custo de locação).