'Começo a desconfiar de ação satânica', diz Roberto Alvim no WhatsApp; leia mensagem

Após ser demitido por Jair Bolsonaro, Roberto Alvim compartilhou uma mensagem em grupos de WhatsApp em que diz desconfiar que uma "ação satânica" tenha provocado a sua saída da Secretaria Especial da Cultura. Alvim foi exonerado pelo presidente diante da repercussão de um pronunciamento oficial com inspiração nazista.

"Foi tudo uma série terrível de eventos e coincidências que levaram a essa catástrofe... Estou orando sem parar, e começo a desconfiar não de uma ação humana, mas de uma ação satânica em toda essa horrível história", diz o texto.

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A mensagem foi publicada nas redes sociais pelo cineasta Josias Teófilo, diretor de "O jardim das aflições", documentário sobre o ideólogo Olavo de Carvalho. Na sexta-feira, diante da repercussão do vídeo de Alvim, Teófilo foi uma das vozes da direita a pedir a saída do secretário do governo. No post, o cineasta disse que não endossa a mensagem.

Leia o texto de Alvim na íntegra:

“Eu, Roberto Alvim, afirmo a quem interessar possa: eu escrevi o texto do meu discurso no vídeo, a partir de várias fontes e ideias, que me chegaram de muitos lugares.

meus assessores Denia Magalhães, Alessandro Loiola e Alexandre Leuzinger não tem NADA a ver com a escritura.

eu afirmo que não sabia que aquela frase tinha uma origem nazista, porque a frase em si não tinha nenhum traço de nazismo, por isso não percebi nada errado ali...

mas errei terrivelmente ao não pesquisar com cuidado a origem e a associações de algumas frases e ideias.

e assumo a responsabilidade por meu erro. perdi tudo por causa desse erro terrível.

a ópera Lohengrin foi postada por minha mulher pouco tenpo antes no facebook, por puro acaso. acho a ópera linda, e a coloquei por se tratar da ópera escrita após a conversão de Wagner ao cristianismo.

o que quero dizer é que não houve NENHUMA má-intenção da minha parte.

peço perdão a toda a comunidade judaica, por quem tenho profundo respeito e amor.

dei a meu filho no fim do ano passado uma camiseta de ISRAEL, que ele usou ao meu lado em minha mensagem de Natal em redes sociais.

afirmo com todas as minhas forcas que tenho total repúdio pelo nazismo, assim como por quaisquer outros regimes genocidas.

como cristão, jamais me associaria com assassinos.

foi tudo uma série terrível de eventos e coincidências que levaram a essa catástrofe...

estou orando sem parar, e começo a desconfiar não de uma ação humana, mas de uma ação satânica em toda essa horrivel história.

estou agora cuidando da minha família.

essa é minha prioridade nesse momento: minha esposa e meu filho pequeno, que estão destroçados.

perdão a todos que decepcionei e feri.

nunca tive essa intenção.

tudo o que fiz tinha como objetivo promover uma arte e uma cultura dignas e belas no Brasil.

fiquem com Deus.”

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    Com nova Tabata, PDT quer utilizar eleição para se redimir com esquerda

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A diferença vai muito além da letra "h", dizem os dirigentes do PDT (Partido Democrático Trabalhista) sobre a quase homônima da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) que será lançada candidata à Câmara Municipal de São Paulo neste ano. A aspirante a vereadora Thabata Ganga, 26, honrará a ideologia da legenda e assumirá a defesa dos trabalhadores, segundo a cúpula da sigla -a mesma que acusou a parlamentar federal de fazer o oposto disso quando votou a favor da reforma da Previdência. A "Tabata do bem", como a novata em disputas eleitorais foi apelidada nos bastidores, simboliza uma demanda do PDT para o pleito de outubro: a de apresentar jovens comprometidos com a história do partido, cujas referências maiores são Getúlio Vargas e Leonel Brizola. O plano é que 30% dos 83 postulantes a vereador na capital paulista tenham abaixo de 35 anos, formando a bancada da "juventude trabalhista". Nas ruas e redes, eles deverão contar com o reforço do ex-presidenciável Ciro Gomes. No grupo de pré-candidatos estão também o presidente da Juventude Socialista (o núcleo de jovens do partido), Gabriel Cassiano, 23 -que atuou para filiar Amaral em 2018-, e Leticia Gabriella, 24 -que participou ativamente da campanha da hoje deputada, como assessora de comunicação. Pupilo de Ciro, Cassiano agora se coloca como um "anti-Tabata", no que diz respeito a alinhamento com a pauta trabalhista. Leticia é do bloco dos que se decepcionaram com a parlamentar que, aos 24 anos, foi a sexta mais votada do estado. Ela recebeu 264.450 votos (quase metade disso na capital). Mesmo rompida com a sigla e em litígio judicial para tentar se desfiliar sem perder o mandato, a deputada deve pautar indiretamente a campanha municipal do partido. Tida como símbolo de renovação da legenda, e rapidamente cotada para disputar a Prefeitura de São Paulo, Amaral caiu em descrédito para parte da esquerda ao se mostrar favorável à reforma previdenciária, no ano passado. A chapa de candidatos a vereador passou então a ser tratada pelos pedetistas como uma oportunidade de reconciliação com a parcela do eleitorado frustrada pelo apoio da parlamentar à bandeira do governo Jair Bolsonaro (sem partido). O PDT não tem nenhum representante na atual legislatura da Câmara Municipal. "Não gosto disso de 'do bem' ou 'do mal'. Prefiro dizer que sou a 'Tabata diferente'", diz Ganga, ela própria uma eleitora arrependida de Amaral. A pré-candidata, no entanto, tem lá suas semelhanças com a original: além de ser mulher e jovem, atua na educação e usará esse tema e a ciência como motes de campanha. Ex-militante do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e engajada em causas estudantis, a engenheira biomédica se aproximou do PDT em 2018. Já no início, a coincidência do nome chamou a atenção e suscitou a ideia de encarar as urnas. Finalmente convencida, ela se filiou no início deste ano. Uma ala chegou a defender que Ganga mudasse o nome para concorrer ou usasse só o sobrenome. "Mas o Ciro me disse para não ter vergonha do meu nome e mostrar que não sou igual a ela", conta. "Sou trabalhista e sou de esquerda." Segundo Cassiano, "o PDT entendeu que é hora de buscar [candidatos] dentro, e não fora". No partido desde 2017, o aluno de economia da PUC-SP é aposta dos pedetistas e tem reivindicado para si o papel de antagonista de Amaral. Sua fala faz menção aos caminhos que a outrora correligionária percorreu para chegar à sigla. Fundadora do movimento Acredito, pró-renovação política, e aluna do RenovaBR, iniciativa privada para formação de candidatos, ela se filiou no limite do prazo da Justiça Eleitoral, em abril de 2018. Cassiano, que se candidatou a deputado estadual em 2018 e teve 10.338 votos, também foi apadrinhado pelo RenovaBR. O programa se declara neutro, e o universitário diz que a participação não mudou seu pensamento. O PDT passou a impedir integrantes de entrar em iniciativas do tipo. Leticia, que trabalhou na campanha de Amaral, se afastou dela. "Ela foi considerada traidora, mas não houve um incentivo dos líderes do partido para fomentar ataques. Foi algo da militância", afirma. Negra e moradora da periferia, a estudante de direito e ativista da Educafro (ONG de educação de negros) se filiou à sigla em 2019. "Ela [Amaral] errou na Previdência. Foi uma medida que atingiu toda a classe trabalhadora", critica. Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi diz que a sigla teve "uma belíssima experiência" com Tabata, "que começou muito bem". "Mas ela mudou a rota no meio do caminho, votou contra a própria origem." Lupi afirma que haverá esforço para se certificar de que os novos candidatos estejam afinados com a legenda, embora o controle total seja impossível. "É muito difícil [prever desvios]. Se existisse antídoto contra traição, nenhum casal se separaria no mundo." Procurada pela reportagem, Amaral não quis comentar as articulações eleitorais do PDT. Ela sempre falou que o partido foi sua escolha, sobretudo, pela preocupação com educação. O processo que move no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a legenda terá a primeira audiência em 5 de março. Na ação, ela alega perseguição; o PDT a acusa de infidelidade partidária, por desobedecer ao fechamento de questão contra a reforma. Na eleição municipal em São Paulo, a deputada apoiará candidatas egressas do Vamos Juntas, movimento que criou para estimular a presença feminina na política.

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    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um motorista deixou ao menos 30 feridos ao avançar intencionalmente com um carro contra um desfile de Carnaval na cidade de Volksmasen, no oeste da Alemanha, com público estimado em 1.500 pessoas, nesta segunda-feira (24). A polícia local afirmou se tratar de um ataque, mas não confirmou a motivação do ocorrido. Ainda segundo as autoridades policiais, o suspeito foi detido após o episódio, que aconteceu por volta das 14h30 locais (10h30 no horário de Brasília), e será interrogado. A imprensa alemã afirma que, entre os feridos, há crianças e algumas pessoas em estado grave. O Carnaval é bastante popular na região onde ocorreu o ataque, com milhares de pessoas participando de desfiles na rua com carros alegóricos. Volksmarsen, que também abriga as festividades, é uma cidade de cerca de 6 mil habitantes, a 423 km de Berlim. O caso ocorreu uma semana após um ataque a tiros deixar nove mortos em dois bares de imigrantes também na Alemanha, na cidade de Hanau. Segundo investigações das autoridades alemãs, o ocorrido anterior teve motivações racistas e de extrema direita.

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    Frente a motim, governo Bolsonaro articula nova lei orgânica para as PMs

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo Jair Bolsonaro articula com representantes de associações de policiais militares uma proposta de lei orgânica. A medida é uma das pautas prioritárias da classe há anos. Hoje, as reivindicações dos agentes de segurança estão no centro do debate político nacional. No Ceará, para onde o governo federal enviou as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança, há paralisação de PMs desde terça (18). Nas primeiras 48 horas de motim, 51 pessoas foram assassinadas -uma por hora. Na quarta-feira (19), PMs amotinados alvejaram o senador licenciado Cid Gomes (PDT) com dois disparos. Ele tentou invadir um quartel com uma retroescavadeira. Em ao menos outros oito estados, como Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, já há sinais de insatisfação nas tropas. Com o projeto de lei, o governo quer estabelecer padrões de conduta e unificar a estrutura das Polícias Militares em todo o Brasil. Hoje, elas são regulamentadas por um decreto de 1983. As normas em vigor definem a hierarquia das corporações, estabelecem a conduta das atribuições ostensiva e preventiva dos agentes e o código de ética, por exemplo. O decreto, porém, é sobreposto por regras estaduais. O resultado é que não há uniformidade na estrutura das polícias do país. Por isso, os PMs querem uma legislação de iniciativa do Executivo e usam como justificativa a necessidade de regulamentar parágrafo do artigo 144 da Constituição, segundo o qual uma lei definirá o "funcionamento dos órgãos de segurança pública". O debate sobre a proposta se estende desde o ano passado. PMs compõem importante base eleitoral de Bolsonaro desde o tempo em que o capitão reformado era deputado federal. A influência da categoria no governo preocupa em razão do discurso de enfrentamento de Bolsonaro ao Congresso e ao Judiciário. O receio é que o apoio do presidente inflame os ânimos e provoque uma escalada da violência no atual cenário. Enquanto isso, policiais tentam emplacar pautas corporativistas no Congresso com apoio do Executivo. Além da lei orgânica, Bolsonaro quer ampliar o escopo das causas excludentes de ilicitude, o que ampliaria as situações em que agentes que matassem em serviço estariam isentos de punição. A proposta enfrenta resistência. Sobre as novas normas para as PMs, as discussões se dão no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de Sergio Moro. O comandante-geral da PM de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, tem participado de reuniões com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Segundo líderes dos policiais, a ideia é enviar um substitutivo a um projeto de lei que tramita hoje na Câmara. A proposta, de 2001, é considerada obsoleta pelos PMs. A meta é encaminhar o novo projeto até abril. "A lei orgânica estabelecerá padrões nacionais, propiciando que as Polícias Militares, sem perder sua natureza estadual, se alinhem mais fortemente a um conjunto de doutrina, princípios, conceitos e características mínimas nacionalmente", diz Araújo. À frente da empreitada dos PMs, o coronel ainda preside o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais. Para defender sua causa, Araújo cita como exemplos de comparação a Lei Orgânica da Magistratura e a do Ministério Publico. Com a sua lei orgânica, policiais dizem acreditar que terão mais autonomia diante dos governadores. As discrepâncias justificariam os pleitos. Em 13 estados, exige-se diploma em direito para que um oficial (tenente) ingresse na corporação. Em seis, o pré-requisito é ter ensino superior. Em sete, basta ensino médio completo. O mesmo ocorre em relação à entrada de um praça (soldado), a patente mais baixa da hierarquia militar. Dez estados exigem o ensino superior para o ingresso. A tendência é uniformizar a necessidade de ensino superior como pré-requisito, com um período de transição. Isso pode impactar os soldos e as contas de estados. Outra proposta em estudo é criar a figura do general da PM, que teria duas estrelas, e valeria para comandantes e subcomandantes de tropas. Hoje, só há generais nas Forças Armadas. Eles acumulam até quatro estrelas. Uma outra medida que deverá ser incluída na proposta é a previsão de dar o chamado poder de polícia administrativa a todas as PMs. "Trata por exemplo da capacidade de avaliar, organizar e fiscalizar atividades no espaço público, por meio de licenças e multas, sem necessariamente criminalizar os infratores e suas condutas", diz Araújo Gomes. "[A proposta] Reduz a judicialização, a criminalização, o uso da força e fortalece a polícia comunitária e de proximidade", afirma o comandante da PM de Santa Catarina. Hoje, essa prerrogativa varia de estado para estado. As propostas, porém, não são unânimes entre os PMs, principalmente entre os praças. Presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares, sargento Leonel Lucas é favorável à diminuição das patentes das polícias. Hoje, há quatro para praças -soldado, cabo, sargento e subtentente- e cinco para oficiais -tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel. Para ele, o ideal seria que houvesse apenas as figuras de soldado, sargento e capitão. Na Câmara, o projeto de lei vai ser discutido sob a liderança do deputado Capitão Augusto (PL-SP). O congressista disse que tem articulado a aprovação da matéria com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia criou, em dezembro, uma comissão especial para analisar o projeto de 2001, que será substituído. Oito partidos já indicaram membros para o colegiado. Capitão Augusto reivindica a relatoria da proposta. Já Lincoln Portela (PL-MG) deverá presidir a comissão. O capitão já conversou com Moro sobre o assunto. Segundo ele, o ministro colocou a Senasp à disposição. De antemão, Capitão Augusto defende estabelecer o ensino superior como pré-requisito para a entrada na PM. "O estado de São Paulo, a maior polícia do Brasil, não exige curso superior, nem para praças nem para oficiais", diz. "Nossa preocupação é com qualidade [dos PMs], e não com quantidade." Essa medida, porém, também não é consenso entre os policiais.