Comentários islamofóbicos de membros do partido governista provocam protestos na Índia

Multidão protesta contra comentários sobre o profeta Maomé feitos por membros do partido governista, em Karachi

Por Saurabh Sharma e Fayaz Bukhari

LUCKNOW/SRINAGAR, Índia (Reuters) - A polícia confrontou multidões em pelo menos duas cidades indianas nesta sexta-feira, durante protestos em muitas áreas do país por conta de comentários depreciativos feitos sobre o profeta Maomé por dois membros do partido do governo.

O governo do primeiro-ministro Narendra Modi enfrenta a repercussão de muçulmanos na Índia e no exterior, incluindo em uma série de países do Golfo Pérsico, depois que duas autoridades de seu Partido do Povo Indiano comentaram no final de maio e no início do mês sobre a vida particular do profeta.

Uma delas, a porta-voz Nupur Sharma, foi suspensa e o outro foi expulso do partido.

As punições não acalmaram os ânimos diante do último exemplo do que alguns na comunidade minoritária muçulmana enxergam como uma pressão cada vez maior do governo nacionalista hindu em questões como a liberdade de culto e o uso de hijabs, as coberturas de cabeça utilizada pelas mulheres.

Na cidade de Prayagraj, em Uttar Pradesh, o batalhão de choque da polícia avançou sobre a multidão e disparou gás lacrimogêneo nesta sexta-feira em uma rua cheia de tijolos e pedras quebradas, como mostrou um vídeo da ANI, parceira da Reuters.

Um total de 109 pessoas foi preso em diferentes distritos de Uttar Pradesh pela polícia por seu suposto papel nos protestos de hoje, afirmou Prashant Kumar, autoridade policial de Uttar Pradesh.

Na capital de Jharkhand, Ranchi, manifestantes atiraram pedras contra a polícia, deixando alguns policiais feridos, afirmou a autoridade policial Anis Gupta à Reuters por telefone, acrescentando que a situação já está sob controle.

Os protestos em outras cidades e vilas foram pacíficos.

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