Comer carne na Argentina custa até metade do preço do Brasil

Consumir carne em Buenos Aires, na Argentina, está custando até metade do preço do Brasil. Foto: Getty Iimages.
Consumir carne em Buenos Aires, na Argentina, está custando até metade do preço do Brasil. Foto: Getty Iimages.
  • Carne na Argentina pode custar a metade do preço do Brasil;

  • Desvalorização permite que R$ 1 possa comprar 56,26 pesos argentinos;

  • Inflação argentina atingiu 64% no acumulado de 12 meses até junho.

Você sabia que comer carne na Argentina pode sair mais barato que no Brasil? Ao se comparar a venda de produto em cada nação, a desvalorização do peso argentino se torna mais explícita.

No país vizinho, consumir carne pode sair pela metade do preço em comparação ao Brasil, de acordo com a cotação oficial da última sexta-feira (29), quando um real equivalia a 25,36 pesos argentinos.

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Contudo, a desvalorização no câmbio paralelo, ou informal, chega ser ainda maior, atingindo 56,26 pesos argentinos.

Desse modo, o bife de chorizo, a carne nobre mais consumida na Argentina, pode custar até R$ 21 no popular restaurante Chiquilín, em Buenos Aires.

“O melhor bife de chorizo que já comi em Buenos Aires, melhor até mesmo que o gourmet portenho em Puerto Madero”, afirma um comentário na rede geossocial Foursquare.

O valor varia entre R$ 21 e R$ 130 em um estabelecimento da capital argentina, com preço médio de R$ 84. Enquanto isso, no Brasil, o preço varia entre R$ 109 e R$ 165, com o preço médio de R$ 138, de acordo com o Poder 360.

Argentina e situação financeira

Em julho, o dólar chegou valer 338 pesos argentinos. A disparidade entre o câmbio oficial e informal alcançou 160%.

Em junho, o índice de preços extrapolou e cresceu 64% no acumulados dos 12 meses anteriores, tornando-se o maior patamar dos últimos 30 anos.

Para enfrentar a alta, o Banco Central da Argentina subiu a taxa básica de juros para 60% ao ano, elevando em 8 pontos percentuais.

O país vizinho também vem sendo atingido pela escassez de diesel, acima de tudo por causa da guerra na Ucrânia, o que afetou as cadeias de suprimento argentino.

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