Comerciantes da 25 de março falam em desespero após incêndio

SÃO PAULO, SP, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após o grande incêndio na região da rua 25 de Março, comerciantes do bairro, que ainda calculam o prejuízo das vendas perdidas nos últimos dias, planejam elevar a pressão por segurança.

Segundo Cláudia Urias, diretora da Univinco (União dos Lojistas da 25 de Março), a associação vai fazer treinamentos com o comércio local e quer checar a documentação dos estabelecimentos. O cenário, diz ela, é de desespero, e os lojistas se preocupam em ficar mais um dia de portas fechadas.

"Nem estou falando em faturamento. Imagine 150 mil a 300 mil pessoas por dia. Eu falo para eles que vai ser preciso entender que é por preservação e segurança, porque, se acontecer algum problema maior, a gente vai ter um impacto muito maior do que este que a gente já tem", afirma Urias.

Nas regiões próximas à 25, de alta vocação para o comércio, foi um alívio ter acontecido o incêndio justamente em uma semana que já não é considerada um período de vendas aquecidas.

De acordo com Nelson Tranquez, da Câmara de Dirigentes Lojistas do bairro Bom Retiro, a semana anterior teve alta nas vendas por causa dos turistas atraídos pela Bienal do Livro, e na seguinte começam os preparativos para o lançamento da coleção de primavera e verão no vestuário. Mas nesta semana em que a 25 sofre os efeitos do fogo, já era esperado um fluxo de visitantes menor.

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