Comerciantes voltam a driblar restrições contra Covid-19 no Rio

Rafael Nascimento de Souza
·2 minuto de leitura

RIO - Muitos cariocas continuam desrespeitando as restrições contra o Covid-19 impostos pela Prefeitura do Rio. Apesar de proibidas de funcionar durante os dez dias do feriado anunciado como medida para evitar o contágio da doença, muitas lojas de serviços não essenciais amanheceram com as portas abertas nesta segunda-feira.

Em Madureira, na Estrada do Portela, pelo menos três lojas de roupas funcionavam com as portas entreabertas, uma forma de tentar driblar a fiscalização. Apesar disso, clientes eram atendidos normalmente dentro dos locais.

Já em Cascadura algumas oficinas de carro estavam abertas. Em Cavalcante, alguns bares e lojas de autopeças foram vistos com as portas abertas, assim como uma fábrica de móveis planejados.

Festa na Maré

Nesta segunda, pouco depois das 7h, o Globocop, helicóptero da TV Globo, flagrou um baile funk acontecendo na comunidade do Parque União, no Complexo da Maré. Nas imagens, era possível ver dezenas de pessoas — muitas sem máscaras — dançando e bebendo.

A pandemia continua a preocupar, porque exames feitos por amostragem indicam que 83% dos casos ocorridos no estado são da variante amazônica da Covid (P.1), cuja capacidade de transmissão chega a 2,5 vezes a da cepa original. No domingo, o estado registrou um novo recorde: 710 pessoas aguardavam por um leito público de UTI (no sábado eram 678). Nada menos que 92,4% dos leitos de cuidados intensivos estavam ocupados (92% na capital). Ao todo, 13 cidades operavam leitos de UTI acima da capacidade ou estavam com a lotação máxima. Entre os municípios nessa situação, se encontram Belford Roxo, Nova Friburgo, Iguaba Grande e Saquarema.

No fim de semana, agentes da Prefeitura registraram 864 autuações em todo o município. O número inclui multas e interdições a estabelecimentos, infrações sanitárias, multas de trânsito, reboques e apreensões de mercadorias. Entre elas, foram aplicadas 60 multas a bares, restaurantes e ambulantes e fechados 19 estabelecimentos em desacordo com as regras determinadas pelo decreto.