Comércio de São Paulo poderá funcionar 6 horas em 4 dias durante fase laranja

João Conrado Kneipp
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People wearing masks to curb the spread of the new coronavirus line up to get their temperatures checked before entering a store in downtown Rio de Janeiro, Brazil, Monday, June 29, 2020. This weekend Rio authorities allowed commerce and beauty salons to open their doors to the public as the city eases its lockdown amid the growing pandemic. (AP Photo/Silvia Izquierdo)
Nas regras atuais, os comércios podem abrir durante os 7 dias da semana, mas funcionando até 4 horas por dia. (Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo)

O governo de São Paulo anunciou que vai permitir que comércios ampliem seu horário de funcionamento de 4 para 6 horas a partir da próxima semana. A medida valerá apenas aos municípios que estiverem na fase 3 - Laranja do plano de flexibilização das medidas de isolamento na quarentena contra o novo coronavírus.

A extensão de 2 horas é opcional, mas os comércios que aderirem terão que fechar durante 3 dias. Nas regras atuais do Plano São Paulo, os comércios podem abrir durante os 7 dias da semana, mas funcionando até 4 horas por dia.

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A sugestão da alteração, segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, partiu da Associação dos Prefeitos do Estado de São Paulo e foi acatada pelo Centro de Contingência do Coronavírus.

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“Para os municípios e regiões que estiverem na fase 3 - Laranja, fizemos a avaliação da operação de 4 horas por dia. E criamos uma opção de funcionamento por 6 horas, mas durante 4 dias úteis somente. Funcionam por 6 horas, mas fecham três dias”, explicou Patrícia.

A mudança será objeto de um decreto que será assinado e publicado pelo governador João Doria (PSDB) nos próximos dias.

Classificação atual do Plano São Paulo estabelece que 11 das 17 regiões estão na fase 3 - Laranja. (Foto: Reprodução/Governo de SP)
Classificação atual do Plano São Paulo estabelece que 11 das 17 regiões estão na fase 3 - Laranja. (Foto: Reprodução/Governo de SP)

ENTENDA O PLANO SÃO PAULO

O Plano São Paulo, apresentado dia 27 de maio, é dividido em cinco fases, ou etapas, e cada região do estado será classificada em uma delas. O estado será dividido de acordo com as 17 Diretorias Regionais de Saúde - DRS, além da cidade de São Paulo, que será analisada isoladamente:

  • FASE 1 (VERMELHA) - Alerta Máximo:

Funcionam somente os serviços essenciais, a indústria não essencial e construção civil

  • FASE 2 (LARANJA) - Controle:

Funcionam com restrições os setores de atividades imobiliárias; concessionárias; escritórios; comércios em geral; e shoppings centers

Funcionam sem restrições a indústria não essencial e construção civil

  • FASE 3 (AMARELA) - Flexibilização:

Funcionam com restrições os setores de bares, restaurantes e similares; comércios em geral; shoppings centers; salões de beleza

Funcionam sem restrições setores das atividades imobiliárias; concessionárias; e escritórios

  • FASE 4 (VERDE) - Abertura Parcial:

Funcionam com restrições os setores de bares, restaurantes e similares; comércios em geral; shoppings centers; salões de beleza; e academias

Funcionam sem restrições setores das atividades imobiliárias; concessionárias; e escritórios

  • FASE 5 (AZUL) - Normal Controlado:

Todos os setores funcionam, observando protocolos e determinações que serão especificadas pelo estado;

Liberação dos espaços públicos, e funcionamento de teatros, cinemas e eventos que promovam aglomerações, inclusive os esportivos, só serão autorizados nesta fase

OS CRITÉRIOS DO PLANO SÃO PAULO

O cálculo das fases levará em consideração cinco critérios: dois de Saúde (taxa de ocupação de leitos de UTI por infectados pela Covid-19; e número de leitos de UTI para 100 mil habitantes), e outros três critérios de evolução da pandemia (número de casos, número de internações, e número de óbitos).

De acordo com a equipe de governo, cada região do estado será analisada de maneira isolada e, caso cumpram os critérios necessários, terá sua classificação alterada.

A atualização da situação das regiões será feita semanalmente. No entanto, uma região só poderá evoluir para a próxima fase se mantiver os indicadores estáveis por 14 dias. Casos de evolução excepcionais serão avaliadas a parte pelo governo.