Comissão da Câmara convoca general Heleno para explicar atuação da Abin no caso Jair Renan

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara aprovou, nesta quarta-feira, a convocação do ministro Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Ele precisará dar explicações ao colegiado sobre a suposta interferência da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) num investigação que mira Jair Renan Bolsonaro, filho do presidente da República.

Articulações: União Brasil aprova apoio a Arthur Lira à presidência da Câmara dos Deputados

Governo Tarcísio: Bolsonaristas usam vídeo para atacar nome cotado para comandar a Secretaria de Cultura de SP

Como mostrou o GLOBO no final de agosto, a Polícia Federal afirmou em um relatório que a uma ação da Abin, o serviço secreto brasileiro, atrapalhou o andamento de uma investigação envolvendo Jair Renan. Um integrante da agência admitiu em depoimento que recebeu a missão de levantar informações de um episódio relacionado a Jair Renan, que estava sendo investigado pela PF.

Segundo ele, o objetivo era prevenir "riscos à imagem" do chefe do Poder Executivo. O agente disse que recebeu a missão de um auxiliar do chefe do órgão de inteligência.

O filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro é alvo de inquérito da PF que apura se ele atuou para intermediar contatos de empresários com integrantes do governo federal.

O requerimento aprovado pela comissão nesta quarta, de autoria do deputado Ivan Valente (PSOL-SP), também pede que Heleno explique "suspeitas de ataques ao 7 de setembro e a escalada da violência política pela extrema direita".

O ministro havia sido convidado para comparecer à comissão nesta terça-feira, mas alegou problemas de saúde e não compareceu à reunião. Nesta quarta-feira, o convite foi transformado em uma convocação, em que o ministro é obrigado a comparecer. A ausência é considerada crime de responsabilidade.