Comissão da reforma tributária deve demorar mais tempo que o previsto para concluir trabalho

Marcello Corrêa
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BRASÍLIA - A comissão de deputados e senadores formada para analisar a reforma tributária deve demorar mais tempo do que o previsto para concluir os trabalhos. Durante sessão de instalação do colegiado, nesta quarta-feira, o relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), propôs um cronograma para votar o texto final no dia 6 de maio, daqui a pouco mais de dois meses. A expectativa inicial era de que o relatório fosse fechado em 45 dias.

Projetos: Guedes lista prioridades para aprovar no Congresso em 2020. Veja quais sãoO plano de trabalho ainda precisa ser votado pela comissão na semana que vem. O presidente do colegiado, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), alertou Ribeiro para o prazo inicial de 45 dias. O deputado, no entanto, lembrou que o prazo seria pressionado por um calendário desafiador, com dois feriados prolongados.- Vamos ter, nesse período de abril, a Semana Santa, vamos ter um feriado no dia 21 de abril. Não gostaria de ter um texto que aqui colocássemos e ficássemos com hiato muito grande para que déssemos prosseguimento até sua aprovação. Mas deixo para que a comissão possa definir. E quero também dar o tempo necessário para que não tenham a oportunidade de dizer que estamos corrento. Vamos precisar de tempo para ajustar esse texto, naquilo que é possível ajustar - afirmou o deputado.

IBC-BR: SP lidera crescimento da economia brasileira em 2019; Rio sai da criseA sessão marca o início do funcionamento da comissão mista, que tem o objetivo de unificar os dois textos sobre reforma tributária que tramitam no Legislativo - um na Câmara, outro no Senado. O grupo também receberá as sugestões do governo, que ainda não foram formalmente apresentadas.

Guedes:‘Temos 15 semanas para mudar o Brasil’A reunião foi marcada por divergências sobre o andamento das audiências públicas com especialistas. Ribeiro propôs, por exemplo, convidar o ministro da Economia, Paulo Guedes, para ser ouvido já na semana que vem, no dia 11 de março. A proposta, no entanto, foi contestado por parte dos parlamentares.— Estamos discutindo sem ter uma proposta de governo. O ministro vir aqui para dizer que vai encaminhar na semana que vem é uma perda de tempo — criticou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).